Ele estava dizendo a ela que Henrique e Dario estavam na direção das onze horas e que precisava da cooperação dela.
Ivânia sabia que, ao cooperar com ele, estaria admitindo ser a verdadeira Ivânia.
No entanto, Jefferson não lhe deu tempo para hesitar e enfiou a arma na mão dela.
Ivânia segurou a arma com firmeza, com a ponta dos dedos trêmulos, escreveu na palma da mão de Jefferson: "Seu ferimento."
— Não morro disso. — Jefferson segurou a mão dela de volta, sussurrou rouco e sacou sua arma reserva, movendo-se para a direção das onze horas.
Mesmo depois de tantos anos, aquela sintonia parecia gravada nos ossos; os dois ainda trabalhavam em perfeita harmonia.
Quando as luzes do galpão se acenderam novamente, o grupo liderado por Henrique e Dario já havia sido dominado.
Vanessa também foi resgatada.
Provavelmente por ter ficado muito tempo na escuridão, os olhos de Ivânia doeram com a luz repentina.
Ela forçou os olhos a se abrirem e o que viu foi Jefferson meio ajoelhado no chão, respirando com dificuldade, com uma grande mancha de sangue no peito e abdômen.
— O... Jefferson! — Os lábios de Ivânia tremiam, mas parecia ter perdido a voz, nenhum som saía.
Ela correu até ele, estendendo a mão para segurá-lo, mas a equipe médica chegou apressada e separou Ivânia de Jefferson.
— Sr. Ortega, aguente firme. — Os paramédicos colocaram Jefferson na maca com rapidez e eficiência. Logo, a ambulância partiu uivando.
Ivânia caiu sentada no chão. Diante dela, no cimento áspero, havia uma grande poça de sangue deixada por Jefferson.
— Ivana. — Vanessa caminhou rápido até ela e colocou um casaco sobre os ombros de Ivânia.


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