— Ivana, o que você está dizendo é verdade? — Yasmin ficou chocada.
— Você nunca acredita no que sua própria filha diz. Acredita em qualquer coisa que estranhos falam. Você tem algum problema na cabeça? — Ivânia não pôde deixar de xingar.
Era um desabafo em nome da Ivana.
— Ivana, eu... — Yasmin, comovida, estava prestes a estender a mão para Ivânia, mas foi sutilmente bloqueada por Graciele.
— Mãe, o que aconteceu da última vez foi um mal-entendido. Foi a Ivana que perdeu o celular e o mapa sem querer, mas ela sempre achou que os colegas de curso os haviam roubado. A coordenadora já investigou o caso, e os colegas são todos inocentes.
— A Ivana é medrosa, deve ter ficado assustada e, por isso, não ousa mais participar das atividades do curso.
Após falar, Graciele mudou de assunto habilmente:
— Mãe, hoje é o primeiro dia de aula. Que tal convidarmos as colegas de quarto para jantar?
— Ótima ideia! Vocês moram no mesmo quarto, é o destino. Devem cuidar umas das outras no futuro. — Yasmin concordou com um sorriso.
— Ivana, venha conosco também. — Graciele a convidou com entusiasmo, e então a lembrou, com uma "bondade" notável.
— Mas, desta vez, por favor, não segure os talheres do jeito errado. E não faça tanto barulho ao cortar o bife. O restaurante inteiro ficou nos olhando, foi muito constrangedor.
— Ivana tem alergia a carne bovina, é melhor ela não ir. — Yasmin, lembrada por Graciele e temendo que Ivânia passasse por outro constrangimento, inventou uma desculpa qualquer.
Coincidentemente, Ivânia também não gostava menos de comer com aquelas pessoas.
Só de olhar para seus rostos, ela sentia que teria indigestão.
Yasmin levou Graciele e as duas colegas de quarto, Luana e Eliane, para jantar.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento