Acompanhando a voz de Carlos, duas câmeras de vídeo se aproximaram, filmando quase coladas ao rosto dela.
Então, capturaram o momento em que Ivânia desferiu um chute brutal no peito de Carlos, tomou o cinto das mãos dele com agilidade e o enrolou no pescoço dele, apertando com força.
Com a ação de Ivânia, houve um tumulto geral; até Henrique mudou de expressão.
Mas o movimento de Ivânia foi rápido demais. Quando reagiram e sacaram as armas, ela já estava estrangulando Carlos.
— É melhor o Sr. Damasceno não atirar a esmo. Você só tem esse irmão; minha mão é pesada, se eu matá-lo, você vai se arrepender tarde demais.
Ivânia apertou o cinto novamente. Carlos, sufocado, ficou com o rosto roxo.
— Ivana, este lugar está cheio de gente minha, você não tem como escapar. Aconselho que solte o Carlos agora. — disse Henrique com o rosto fechado.
— E daí se não posso escapar? Se eu puder levar o Sr. Damasceno para o inferno comigo, já estarei no lucro. — Ivânia segurava o cinto com firmeza, sem demonstrar medo.
Até que um homem trouxe Vanessa para dentro.
A calma no rosto de Ivânia finalmente se quebrou. Ela olhou chocada para Vanessa e para o homem que apontava uma arma para a cabeça dela.
O homem tinha pouco mais de quarenta anos, corpo robusto e um rosto comum. Mas Ivânia jamais esqueceria aquele rosto.
Porque, na vida passada, foi aquele homem quem a colocou dentro do carro desgovernado, fazendo-a morrer queimada viva.
Ivânia sempre achou que aquele homem trabalhava para Sérgio. Nunca imaginou que ele fosse capanga de Henrique.
Na época, ela foi capturada enquanto investigava Sérgio e sempre pensou que quem queria sua morte era ele. Mas quem agiu foi Henrique.

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