— Doutor, como está meu filho? — Fábio e Fernanda perderam o interesse em continuar hostilizando Ivânia e cercaram o médico.
O médico tirou a máscara cirúrgica, revelando um rosto aliviado. — Sr. Ortega, pode ficar tranquilo, as balas foram removidas. Por sorte, uma das balas passou a apenas um centímetro do coração, não atingiu nenhum ponto vital. O Sr. Jefferson tem uma excelente constituição física e muita força de vontade, não corre risco de vida. Vamos transferi-lo para o quarto para observação.
Ao ouvir isso, Fábio finalmente respirou aliviado. Fernanda chorou de emoção.
— Senhora, Jefferson já está fora de perigo, não se preocupe tanto, cuide da sua saúde. — disse Zenobia de forma atenciosa e carinhosa.
Fernanda assentiu e deu um tapinha na mão de Zenobia.
Jefferson foi levado para a ala VIP. As pessoas da família Ortega e da família Ferreira entraram em massa.
Ivânia foi a última a entrar, silenciosa como se fosse invisível, com medo de ser expulsa novamente.
Jefferson tinha acabado de sair da cirurgia; teoricamente, a anestesia ainda não deveria ter passado e ele deveria estar inconsciente.
Mas Jefferson acordou. Ainda cheio de tubos, ele tentou se erguer, fraco mas ainda imponente. Seus olhos negros fixaram-se na direção de Ivânia, e ele murmurou com a voz grave e rouca: — Ivânia, não vá.
O olhar de Ivânia encontrou o dele por um breve momento, mas ela logo baixou a cabeça, deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto.
Fernanda, vendo que o filho acabara de acordar e já estava olhando para a mulher que quase o matou, sentiu a raiva subir novamente. Se não fosse pelo quarto cheio de gente e a necessidade de manter a compostura, ela realmente teria batido em Ivânia.
Zenobia, vendo que Jefferson não tirava os olhos de Ivânia, caminhou até a beira da cama, bloqueando sutilmente a visão dele.
— Jefferson, a ferida está doendo muito? O médico disse que você se machucou gravemente e precisa de repouso. Não se preocupe, vou ficar ao seu lado o tempo todo.
Zenobia segurou a mão de Jefferson, chorando copiosamente, com uma atuação convincente.
— Pare de chorar, eu não estou bem? — Jefferson a consolou de forma superficial. Quando levantou os olhos para a porta novamente, Ivânia já não estava lá.

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