Ivânia foi para a escola em um jipe Toyota preto.
O carro tinha mais de dez anos, um pouco velho, e era o veículo mais "discreto" da garagem da família Torres.
O motorista, claramente de propósito, escolheu o caminho mais congestionado.
Ivânia ficou presa no trânsito por quase três horas antes de chegar à escola.
— Srta. Ivana, precisa que eu a ajude a entrar? — O motorista perguntou, mas permaneceu parado ao lado do carro, sem se mover.
Ivânia teve até que tirar a própria mala do carro.
— Não precisa, obrigada. Agradeço o esforço. — Ivânia sorriu educadamente, mas a mão que segurava a mala escorregou de repente, e a mala caiu bem em cima do pé do motorista.
A mala era pequena, mas pesada.
O motorista se curvou de dor, sem ousar mover o pé atingido, sem saber se os dedos estavam quebrados.
— Desculpe, não foi de propósito. Sou fraca, não consegui segurar direito. Se soubesse, teria pedido sua ajuda. — Ivânia disse com as sobrancelhas arqueadas, uma desculpa superficial.
Depois, arrastando a mala, ela se virou e caminhou em direção à escola, com passos tranquilos.
Ela foi a última a chegar ao dormitório.
Era um quarto para quatro pessoas, e as outras já estavam lá.
As outras duas colegas de quarto, Luana Pacheco e Eliane Azevedo, estavam reunidas ao redor de Yasmin e Graciele, conversando e rindo.
— Graciele, essa roupa que você está usando é da coleção limitada da Chanel, não é? Fica linda em você, parece uma princesinha.
— Foi minha mãe que escolheu. — Graciele respondeu com um sorriso.
— A senhora tem um ótimo gosto e elegância. Graciele puxou a você. — Luana elogiou.

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