Ela não esperava que, mesmo depois de todas as suas tentativas de incriminar Ivânia e de semear a discórdia entre eles, Otoniel ainda a defendesse.
O vínculo forjado nas dificuldades era, de fato, especial.
Se soubesse que Otoniel se reergueria, ela não teria sido tão radical no passado.
Deveria tê-lo mantido por perto.
— Daniela, o café da manhã está pronto? Vamos comer. — Yasmin, surpresa com a defesa de Otoniel a Ivânia e sem entender sua atitude, parou de atacar Ivânia.
Em vez disso, ela perguntou com um sorriso:
— Senhora, tenho um compromisso na empresa. Janto com a senhora em outra ocasião.
Otoniel levantou-se para sair.
— Os jovens precisam se dedicar ao trabalho. — Disse Yasmin, e imediatamente fez um sinal para Graciele. — Graciele, acompanhe o Otoniel.
— Não precisa incomodar a Graciele. Deixe que a Ivana me acompanhe. — Disse Otoniel, olhando para Ivânia.
Ivânia seguiu Otoniel de forma displicente, chutando uma pedrinha no chão de vez em quando.
O carro de Otoniel estava estacionado no pátio da família Torres.
Ele foi até o carro, abriu a porta do passageiro, pegou uma caixa de veludo preta de dentro e a entregou a Ivânia.
— Para você.
Ivânia pegou a caixa, confusa.
Ao abri-la, descobriu um colar de safiras, caro e requintado, cujo estilo e valor eram semelhantes ao que Graciele usara no dia anterior.
A única diferença era que a pedra principal do colar de Graciele era um rubi, e a dela, uma safira.
Otoniel estava dando a ela e a Graciele colares do mesmo estilo.
Ele as via como seu harém?
Precisava distribuir seus favores igualmente?
— Está satisfeita agora? Eu não sabia que você era tão gananciosa. — A voz fria de Otoniel carregava um tom de superioridade, como se estivesse lhe dando uma esmola.
Ele deu a Graciele uma joia de milhões sem piscar.
Mas quando se tratava dela, era ganância?

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