Ela parou arrogantemente na frente de Ivânia, bloqueando seu caminho.
De seu pedestal moral, ela a acusou:
— Ivana, você passou dos limites. Otoniel teve pena de você e te deu um colar igual ao meu. Em vez de agradecer, como pôde jogá-lo na água, desperdiçando a gentileza dele?
Ivânia não estava de bom humor, talvez por pensar na pobre garota que Ivana.
Ver aquela atriz dramática, Graciele, a irritou ainda mais.
Ela ergueu a mão e lhe deu um tapa no rosto.
— Fala demais, não é? Acho que te dei muita liberdade.
Ivânia não segurou a força.
O lado esquerdo do rosto de Graciele ficou inchado.
Graciele ficou atordoada com o tapa, seus ouvidos zumbindo.
Furiosa, ela ergueu a mão para revidar.
No entanto, antes que pudesse tocar em um fio de cabelo de Ivânia, seu pulso foi firmemente agarrado por ela.
A força do aperto fez o rosto de Graciele empalidecer de dor.
— Você se atreve a me bater? Se papai, mamãe e meu irmão souberem, eles não vão te perdoar.
— Você acha que eu tenho medo deles? — Ivânia zombou, segurando o braço de Graciele e se aproximando cada vez mais.
No passado, Ivana se importava mais com sua família.
Toda vez que Graciele a ameaçava com seus pais e irmão, a garotinha cedia.
Mas Ivânia não era ela.
Ela não se importava.
— Você não suspeitava que eu estava possuída por um demônio? Você acertou. Eu sou um demônio que saiu do inferno para buscar sua alma.
Os lábios de Ivânia tocaram a orelha de Graciele, sua voz baixa e rouca ecoando como um feitiço.


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