Yasmin recordava com um sorriso.
— Eu era tão pequena e ingênua naquela época. Devo ter causado muitos problemas para Otoniel, não é? — Graciele disse com os olhos grandes e úmidos, parecendo tímida e envergonhada.
— De forma alguma. Você era muito fofa quando criança. — Otoniel respondeu com um sorriso caloroso, seu olhar para Graciele era extremamente gentil.
Os três conversavam alegremente quando a voz da empregada soou de repente, parecendo um tanto inoportuna.
— Bom dia, Srta. Ivana.
Otoniel se virou e viu Ivânia descendo lentamente a escada de madeira maciça.
Ela usava uma simples blusa de malha branca e calça jeans, e seus belos olhos brilhavam intensamente, emanando uma beleza surpreendente e desconhecida para ele.
— Dormindo até o sol raiar de novo. Quando você vai mudar esse seu hábito preguiçoso? — Ao ver Ivânia, Yasmin franziu a testa por hábito e a repreendeu.
— Ela só dorme um pouco mais, não é um mau hábito. Mamãe, não a critique. — Graciele interveio de maneira delicada.
— Ela tem poucos maus hábitos por acaso? Foi completamente estragada por aquele casal desprezível. Por que não aprende com sua irmã mais velha?
Yasmin franziu a testa e suspirou novamente.
Logo de manhã e já queriam arranjar problemas!
Ivânia cruzou os braços, olhando para elas com um olhar frio e penetrante.
— Aprender o quê com ela? A ser uma usurpadora? A ser uma atriz dramática? Ou a ser uma sem-vergonha, se oferecendo para ser a amante?
— Você! — O rosto de Yasmin ficou pálido de raiva.
— Ivana, a senhora é sua mãe. É assim que você fala com os mais velhos? Onde está sua educação? — Otoniel disse com o rosto sério, repreendendo-a.
Ivânia deu uma risada fria e apontou para Graciele.
— A mãe biológica dela me sequestrou para que ela pudesse ter uma vida boa, me criando como um animal. De onde viria a educação?
— Graciele, roubar é uma tradição de família? Seus pais roubam crianças, e você rouba homens. Essa habilidade para roubar é mesmo de família.


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