Valentina
Larguei a esponja na água. Segurei o rosto dele com as duas mãos, molhando minha roupa, e colei minha testa na dele.
- Você não é a escuridão, meu amor. - murmurei, olhando no fundo dos olhos dele. - Você é a muralha que impede a escuridão de entrar.
- Minhas mãos estão sujas de sangue. - ele insistiu.
- Mãos de jardineiro também ficam sujas de terra para que as flores possam crescer. - usei a metáfora que ele entenderia. - Você arrancou as ervas daninhas, meu amor. Você não fez isso por prazer. Fez por amor.
Beijei os lábios dele, um toque suave.
- Deus não olha para a cor das suas mãos. Ele olha para o peso do seu coração. E o seu coração... ele b**e por nós. Isso é o que te faz sagrado.
Dante soltou um suspiro trêmulo, como se tivesse segurado o ar por horas. Ele levou a mão molhada à minha nuca, puxando-me para mais perto.
- Então me limpa. - ele pediu, a voz mudando. Ficando rouca. Perigosa. - Me faça esquecer o que eu sou lá fora. Me faça ser só seu.
- Eu vou te limpar. - prometi.
Ele se levantou da banheira num movimento brusco, a água escorrendo pelo corpo magnífico, másculo, tenso. Ele não se secou. Saiu da banheira e me puxou para ficar de pé entre as pernas dele. Minhas roupas ficaram encharcadas em segundos pelo contato com o corpo dele molhado.
- Tira. - ele ordenou.
Não esperei. Tirei o vestido, a lingerie, tudo, até ficar tão nua quanto ele. Dante me pegou no colo, minhas pernas enlaçando a cintura dele, e me prensou contra a parede fria do banheiro.
O beijo dele foi um ataque. Selvagem. Faminto. Ele mordeu meu lábio inferior, invadiu minha boca com a língua, tomando tudo o que eu tinha. Não havia delicadeza. Havia necessidade.
Ele me carregou para o quarto, me jogando na cama. Antes que eu pudesse respirar, ele estava sobre mim. O peso dele era delicioso, esmagador.
- Você é minha redenção, Valentina. - ele rosnou, segurando meus pulsos e prendendo-os acima da minha cabeça com uma mão só. - E hoje eu vou rezar no seu corpo.
Ele desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo, marcando, chupando a pele até eu gemer alto. Ele queria deixar marcas. Queria que o mundo soubesse a quem eu pertencia.
- Dante... por favor... - implorei, o desejo líquido correndo nas minhas veias.
- Por favor o quê? - ele sussurrou contra meu seio, provocando o mamilo com a língua áspera. - Você quer que eu pare?
- Não... eu quero que você me tome. Agora.
Ele soltou meus pulsos e desceu as mãos para o meu quadril, apertando com força, deixando os dedos marcarem minha pele. Ele se posicionou na entrada, a cabeça do membro roçando minha intimidade molhada, provocando, torturando.
- Olha pra mim. - ele exigiu. Abri os olhos. O cinza dele estava preto de luxúria. - Você é minha. - ele disse, a voz gutural. - Diga.
- Eu sou sua Don. - gemi. - Inteira sua.
Ele entrou de uma vez. Fundo. Brutal. Gritei, arqueando as costas, sentindo-o preencher cada espaço vazio dentro de mim. Ele era grande, grosso, e se movia com uma possessividade que beirava a dor, mas era a dor mais prazerosa do mundo.

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