Entrar Via

Vendida Ao Don Da Máfia romance Capítulo 132

Valentina

Três meses.

Noventa dias de fisioterapia, exercícios respiratórios para fortalecer meu pulmão remendado e sessões de fonoaudiologia para que minha voz voltasse a ser mais do que um sussurro rouco.

A recuperação foi uma escalada lenta, mas a vista do topo valia a pena. A mansão Vitale nunca esteve tão viva. O silêncio solene dos corredores tinha sido substituído pelo som de joelhos pequenos batendo no chão de madeira e balbucios que soavam como ordens ditatoriais.

Nicolau e Vittoria estavam com oito meses. E eram o caos encarnado. Nico engatinhava como um tanque de guerra, derrubando tudo o que via pela frente, com a força bruta do pai. Vittoria era rápida, estratégica; ela esperava o irmão derrubar a barreira de almofadas para passar pelo buraco.

Eu estava sentada no tapete da sala, rindo enquanto Nico tentava comer o pé da mesa e Vittoria puxava a orelha de um urso de pelúcia.

- Eles vão destruir a casa antes de completarem um ano. - Elisa comentou, passando com uma pilha de roupas.

- Deixe que destruam. - sorri, sentindo o ar encher meus pulmões sem dor. - Casa arrumada é casa triste.

A campainha tocou. Era a doutora Chiara para a minha avaliação final. Dante não estava. Ele tinha viajado para Siena no final da tarde para uma reunião com o conselho da Toscana. Dormiria lá e voltaria amanhã. Odiei a ideia, mas o "Don precisava trabalhar para pagar as fraldas" piada interna nossa.

A consulta foi rápida. Chiara auscultou meu pulmão, checou a cicatriz, testou meus reflexos. Ela tirou o estetoscópio e sorriu.

- Valentina, você é um fenômeno. - ela disse, guardando as coisas. - Seu pulmão está 100%. Sua resistência física voltou ao normal.

- Isso significa...? - perguntei, sentindo uma expectativa formigar na pele.

- Significa alta total. - ela piscou. - Para tudo. Exercícios pesados, corridas... e atividades conjugais que exigem fôlego. Sei que o Dante estava esperando meu sinal verde. Pode avisar a ele que o sinal está aberto.

Quando ela saiu, senti uma onda de calor. Cinco meses. Entre o coma, a saída dele e a recuperação, Dante não me tocava de verdade há cinco meses. Ele me beijava, me acariciava, dormia de conchinha com medo de me quebrar, mas sexo... o sexo cru, a posse que nós dois amávamos... isso estava em pausa. E eu estava subindo pelas paredes.

Subi para o meu quarto decidida. Tomei um banho longo, demorado, depilando cada centímetro do corpo. Passei o óleo corporal que ele gostava, com cheiro de baunilha e jasmim. Abri a gaveta de lingeries que estava intocada há tanto tempo. Escolhi um conjunto preto, de renda francesa, com ligas e transparências estratégicas. Era ousado. Era um convite ao pecado.

Vesti. O espelho me devolveu a imagem de uma mulher que venceu a morte e agora queria celebrar a vida. A cicatriz estava lá, mas não me deixava feia. Me deixava guerreira. Peguei o celular. Tirei uma foto no espelho. O ângulo mostrava a curva da minha cintura, a renda preta sobre a pele e a legenda ousada nos meus olhos. Enviei para ele.

"Doutora. Chiara assinou a alta total. O motor está 100%. Uma pena que o piloto está em Siena..."

A resposta veio em trinta segundos.

"Vá dormir, Valentina. Se eu souber que você está acordada pensando besteira, eu não respondo por mim."

Ri alto, jogando o celular na cama. Ele estava se torturando. Ótimo. Coloquei meu roupão de seda por cima, dei uma passada no quarto dos gêmeos para dar um beijo de boa noite neles (que já dormiam como pedras) e voltei para a minha cama fria e vazia. Apaguei a luz e me forcei a dormir, sonhando com o retorno dele no dia seguinte.

Acordei sobressaltada. Não sei que horas eram. O quarto estava mergulhado na penumbra, mas o ar... o ar estava carregado. Elétrico. Senti um peso no colchão. O cheiro de chuva e perigo invadiu minhas narinas.

Abri os olhos. Dante estava lá. Ele estava de pé ao lado da cama, tirando o paletó e jogando no chão. A gravata já estava desfeita, a camisa aberta até o meio do peito. Os olhos dele... Deus, os olhos dele brilhavam no escuro como os de um predador faminto.

Não havia cansaço da viagem. Havia apenas uma fome primitiva.

- Dante? - sussurrei, a voz sonolenta. - Você voltou?

- Você achou mesmo que eu ia ficar em Siena depois daquela foto? - ele rosnou, a voz grave vibrando no quarto silencioso. - Eu vim a 200 por hora, Valentina. Rezando para não bater o carro, porque a única coisa que eu conseguia ver era você naquela renda maldita.

Ele subiu na cama, engatinhando sobre mim como uma fera.

- Você me provocou. - ele sussurrou, o rosto a centímetros do meu. - Agora aguenta.

Ele não pediu permissão. Ele abriu meu roupão com violência, expondo a lingerie. O olhar dele percorreu meu corpo como se quisesse me devorar inteira.

- Chiara disse que você está pronta. - ele murmurou, a mão quente segurando meu pescoço, o polegar acariciando minha pulsação acelerada. - Eu vou testar cada limite dessa alta médica.

- Dante... - arfei, o desejo líquido explodindo entre minhas pernas só com a promessa na voz dele.

Ele tirou do bolso da calça algo metálico. O clique frio das algemas me fez estremecer.

- Hoje você não comanda. - ele avisou, prendendo meus pulsos na cabeceira da cama. - Hoje você é minha. Só minha.

- Eu sou sua. - concordei, esticando os braços, me entregando. - Faz o que quiser comigo.

Ele sorriu. Um sorriso sujo, que prometia o paraíso e o inferno. Dante desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo a pele sensível, descendo pelo colo, se demorando na cicatriz do tiro. Ele lambeu a marca, reivindicando-a, antes de abocanhar meu seio através da renda.

Gemi alto, arqueando as costas. A boca dele desceu mais. Ele arrancou a calcinha com as mãos, rasgando o tecido fino. Ele não tinha paciência para delicadezas hoje. Ele se posicionou entre minhas pernas e mergulhou.

A língua dele era habilidosa, firme e implacável. Ele me chupava com uma devoção profana, alternando entre toques suaves e sucções fortes que me faziam puxar as algemas.

- Dante! - gritei, perto do limite.

Mas ele não parou. Ele me levou à beira do abismo e me segurou lá, torturando-me com prazer até eu implorar. Quando eu gozei, tremendo contra a cama, ele se ergueu. Ele tirou a calça e a cueca. Ele estava duro, pulsando, enorme.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida Ao Don Da Máfia