SHEIK
*
A primeira coisa que fiz foi impor silêncio.
Não por frieza, nem por controle absoluto, mas por consciência. Aquela noite era uma afronta direta às regras que sustentavam o palácio, às tradições que haviam moldado cada decisão da minha vida desde que aprendi a andar. Júlia não era ainda minha esposa. Aquela cama não era apenas um leito. Era um símbolo. Um espaço considerado inviolável.
E ainda assim, eu estava disposto a comer ela ali.
Voltei a reafirmar o meu pedido inicial...
— Não grite. Não importa o que sinta.
Ela assentiu.
Havia coragem naquele gesto. E algo mais. Uma entrega consciente que me atingiu de forma inesperada.
Quando me posicionei sobre ela, tentei afastar todos os pensamentos que não diziam respeito àquele momento. As leis, os olhares, Laura, o palácio inteiro… tudo precisava desaparecer.
Júlia havia me feito um pedido claro. E eu estava decidido a ser o primeiro.
O peso do que aquilo significava fez meu corpo reagir de forma intensa. O proibido sempre teve esse efeito sobre mim. E naquela noite, tudo era proibido. O horário, o local, o gesto, a mulher sob mim.
Ela estava ali, vulnerável e entregue, louca para dar a buceta para mim.
Parei os beijos por um instante, como se precisasse daquele intervalo para reafirmar a decisão que já havia sido tomada.
Ela merecia que o futuro viesse acompanhado de escolha e de amor, e eu não sabia o que estava acontecendo comigo, que eu passei a colocar os sentimentos e vontades dela acima dos meus.
Parei de beijar ela, desci da cama, me despi completamente.
Depois a puxei para ficar com as pernas para fora da cama. Me abaixei e comecei a dar leves lambidas pelas laterais da buceta dela. A respiração dela estava ofegante, e quanto mais eu me aproximava do clitóris dela, maior era a espectativa causada.
Júlia estava molhada, a excitação dela estava visível apesar da pouca luz da suíte.
Eu queria deixar ela tão excitada, que a dor de perder a virgindade fosse minimizada.
Abri os grandes lábios da buceta dela e empurrei a língua, sentindo o mel dela se misturar com a minha língua, e ela arfou. Dava para perceber que era estava tentando segurar os gemidos.

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