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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 11

Aquele olhar.

Profundo. Escuro. Intenso.

Ele me observava como se me conhecesse por inteiro, como se cada reação minha estivesse exatamente onde ele queria que estivesse.

E então ele sorriu.

Não era um sorriso gentil, nem divertido. Era um sorriso perigoso. Um sorriso de quem sabe exatamente o que faz.

Eu estava ferrada não por estar num quarto de hotel com um homem que tinha poder suficiente para comprar a minha virgindade, mas por estar diante de alguém que poderia me destruir por dentro sem sequer precisar me tocar de novo.

Ele era envolvente. Intoxicante. O tipo de homem que não precisava pedir para ser desejado. O corpo dele, a voz, o olhar… tudo gritava perigo. Mas também atração.

E, pior do que tudo isso, ele sabia disso.

A vergonha me atingiu como um soco no estômago. Eu tinha acabado de gozar nos dedos de um homem que nem conhecia, com quem eu mal trocara algumas palavras. Minhas pernas vacilaram. Eu me afastei num impulso, virando as costas para ele, como se o simples ato de não olhar pudesse apagar o que havia acabado de acontecer.

Foi um erro.

— Não mandei você se afastar…

A voz dele veio cortante, grave, firme...

— E muito menos se virar.

A rigidez no tom me atravessou. Era o mesmo homem, mas completamente diferente do que me beijara segundos antes. A sombra de doçura, se é que aquilo existiu, desapareceu. Agora só havia controle. Autoridade.

Meu corpo inteiro gelou.

Eu não sabia se estava mais assustada com ele ou comigo mesma, com a facilidade com que obedeci antes, com a rapidez com que me entreguei a sensações que nunca imaginei sentir.

Fiquei parada por um segundo, os punhos fechados, tentando lembrar quem eu era antes de entrar naquele quarto. A Júlia que dançava à noite para pagar as contas. A Júlia que tinha um plano, que só queria salvar a mãe. Mas tudo parecia distante… quase apagado pelo calor dele ainda impregnado na minha pele.

— Júlia…

Ele me chamou de novo. Mais baixo, mais arrastado, mas com o mesmo peso de uma ordem.

— Eu não repito as minhas ordens duas vezes.

Engoli em seco. Virei devagar, ainda tremendo, e quando meus olhos encontraram os dele novamente, ele não parecia nem um pouco arrependido de me dominar daquela forma. Ao contrário. Havia satisfação.

— Você está com vergonha?

Perguntou, inclinando levemente a cabeça. A pergunta soou como uma provocação, não como dúvida.

— Isso aqui…

Ele apontou para o meu corpo, ainda trêmulo, arrepiado.

— É o mínimo que vou fazer você sentir.

A forma como ele disse aquilo me fez estremecer.

— Eu vou aproveitar cada parte do seu corpo…

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