Tommáz Walker
Ouvir a doce ameaça da Amélie me fez sentir energizado, saber que nesse momento ela estava em segurança com os amigos que a Laís havia colocado para proteger a minha esposa daquele lunático que farei questão de matar com minhas próprias mãos.
Sorrio para o meu pai, que parecia tão aliviado como a minha mãe nesse momento. Desde que as investigações de Faína e Henrique começaram, era apenas uma questão de tempo de ter minha esposa novamente ao meu lado. Faltava apenas saber como ela realmente estava.
Porque nosso acidente foi grave, infelizmente o piloto do helicóptero perdeu a sua vida, minha família se disponibilizou em deixar uma pensão para a viúva e o filho do piloto, se pudéssemos tentar devolver a vida, sem pestanejar faríamos. A única coisa agora que podemos fazer é deixar que eles tenham o mínimo de conforto.
Agora é apenas esperar para a minha esposa vir ao meu encontro, mesmo que ela esteja sob a segurança do segundo homem que confio a minha vida. Ainda temo pelo que Jacques fará ao saber que tomei dele o que me pertence.
Mas algo estava me irritando, como a porra dessa foto entrou nos tabloides tão rápido e pior ainda, como a foto foi feita, estamos na cobertura onde meus pais moram desde que se conheceram e os prédios ao redor são dois ou três andares menores.
— Não se preocupe, pedirei para que Gaia retire as imagens de circulação. — Laís diz enquanto se serve de mais uma fatia da torta de maçã.
— Se quiser peço para prepararei outra a você Laís. — Digo para irritá-la. — Vejo quando ela revira os olhos.
Nosso mundo existe uma mistura de pessoas honestas e pessoas que acabaram entrando no mundo da máfia e coisa do submundo, Laís já nasceu nesse mundo e seu marido entrou quando ele completou dezessete anos. Por anos eles tiveram seus impasses e depois de uma loucura que o Henrique fez agora estão aí felizes e casados nos ajudando.
Assim que termino a nossa refeição, ligo para a relação-pública da Walker para que eles deem uma notícia sobre a imagem e peçam retratação de todos os tabloides sensacionalistas que veicularam a imagem sem a minha permissão, ainda por cima colocando uma funcionária minha em uma situação embaraçosa.
Não imaginei que a madrugada fosse me deixar tão impaciente e inquieto, lutei por horas para voltar para o meu quarto, mesmo que estivesse sentindo sono devido à quantidade de remédios que estou tomando para dor e relaxante muscular.
Após um pouco de conversa consegui subir as escadas até o meu quarto, para descansar um pouco, já que Amélie só chegaria a Chicago após meio-dia. Isso daria chance para as notícias serem retiradas do ar e principalmente para poder preparar algum lugar para ficar sozinho com a minha esposa.
Antes de me deitar havia pedido para a assistente da minha mãe providenciar que o meu apartamento fosse limpo para que tivesse a minha lua de mel com a minha francesa. Não era o planejado, mas para ser sincero não havíamos planejado sequer em cair de helicóptero nas águas turbulentas do Rio Sena, nos tornando o casal infeliz que ao sair do casamento tivemos esse infortúnio.
Mesmo inquieto e impaciente, consegui dormir um pouco mais que quatro horas, assim que terminei o meu banho e consegui vestir uma calça de moletom por cima da minha antena, sentei na poltrona para tentar calçar um tênis. Porque tenho certeza que Rafaela tirará cada gota de suor que puder de mim antes de ir para a pista de pouso.
E como era de esperado, Rafaela estava com um olhar irritado e meu pai calado sentado no seu lugar de sempre. Mas pelo olhar um tanto envergonhado do meu pai, sabia que a Rafaela já deve ter falado alguma coisa para ele.
Não fiz nenhuma pergunta principalmente por estar na frente dos meus pais e não queria deixar a minha fisioterapeuta em maus lençóis, ela é competente demais para perdê-la.
Quando fomos para a academia, andei na frente dela até chegar em um dos banco e ao ouvir o baque da bolsa dela no chão me virei em sua direção para ouvir a sua fúria.
A mulher na minha frente parecia um cachorro raivoso, rosnado para dar a sua primeira mordida. Respirei fundo e esperei que ela liberasse a sua fúria para podermos trabalhar.
— Você tem noção como é complicado ter uma boa reputação quando se trabalha com homens? — Ela pergunta apontando o seu dedo na minha direção.
— Não, Tom. Você não sabe! — A vejo começando a andar de um lado para outro.
Ouvi toda a reclamação da minha fisioterapeuta e depois que ela estava mais tranquila, começamos a trabalhar. Já havia dito a ela tudo o que estamos fazendo para nos redimir sobre o que aconteceu.
Ao meio-dia estávamos nos carros indo em direção à pista de pouso, já sabíamos que eles pousariam em menos de vinte minutos. Estávamos apenas a família e pedi para a Rafaela estar presente para apresentá-las, especialmente porque fui ameaçado de morte.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......