Aquele sorriso era tão doce e fofo; somado ao seu rostinho rechonchudo e à falta de dente, era capaz de derreter o coração de qualquer um.
Elisa corrigiu: — Também é amiga da mamãe.
Bianca não resistiu e sorriu. Abaixou-se e ficou na altura de Cici: — Oi, Cici. Eu me chamo Bianca.
— Oi, Tia Bianca! — Cici cumprimentou docemente na mesma hora. Em seguida, levantou como se oferecesse um tesouro o pequeno objeto que apertava na mão. Era uma florzinha feita de massinha colorida.
— Olha, a Cici fez no jardim de infância. É para a Tia Bianca!
— Uau, que florzinha linda, obrigada, Cici. — Bianca pegou o objeto, sendo atenciosa, e olhou com cuidado. — A tia gostou muito.
Cici sorriu ainda mais feliz, os grandes olhos se curvando como meias-luas.
Elisa observava a interação entre a filha e Bianca, e seus olhos também exibiam um sorriso.
Ela arrumou a filha rapidamente e disse a Bianca: — Sente-se primeiro, vou olhar os resultados dos seus exames. Cici, sente-se no sofá e leia seu livrinho. Não corra por aí, entendeu?
— Entendi! — Cici concordou em voz alta, subiu sozinha no sofá encostado à parede do consultório e tirou um livrinho da sua mochila, abrindo-o toda compenetrada. Mas seus olhinhos ainda espreitavam Bianca de vez em quando.
Bianca sentou-se na cadeira do outro lado da mesa.
Os resultados já haviam sido enviados para o computador de Elisa. A expressão de Elisa imediatamente retomou ao seu ar de profissionalismo e concentração. Ela analisava cuidadosamente as imagens da tomografia e os dados dos relatórios, ora franzindo as sobrancelhas pensativa, ora digitando algo no computador.
A luz do sol entrava pela janela, iluminando o rosto concentrado de Elisa e também aquela figura pequenininha lendo em silêncio no sofá.

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