O pomo de adão de Marcelo subiu e desceu com força. Ele deu passos largos e rapidamente chegou até ela.
Parou na sua frente, abaixou a cabeça um pouco e manteve os olhos colados no rosto dela:
— Sim, fiquei bobo.
Ele respondeu de forma tão direta e aberta que o rosto de Bianca ficou ainda mais vermelho.
Ela levantou os olhos e lhe lançou um olhar de repreensão, mas não havia a menor raiva ali, apenas uma timidez evidente.
Marcelo estendeu a mão e tocou a mecha enrolada perto da bochecha dela com as pontas dos dedos.
— Você está linda, minha noiva.
O coração de Bianca estremeceu, como se tivesse sido banhado em mel.
Ela também ergueu as mãos e ajeitou a gravata borboleta dele com cuidado.
— Você também está bonito, meu noivo.
Os dois trocaram um sorriso.
No sorriso havia uma admiração mútua e inegável.
— Cof, cof — Irene tossiu de leve no momento certo. Com um sorriso no rosto, avisou: — Senhor Amaral, Senhora Correia, está quase na hora. Precisamos ir para o local das fotos, senão vamos perder o nascer do sol.
Marcelo então desviou o olhar para Irene e concordou com a cabeça. Sua expressão voltou a ser a calma de sempre, mas o fervor no fundo dos seus olhos ainda não havia desaparecido.
Ele curvou o braço e olhou para Bianca.
Bianca entendeu e colocou a mão no braço dele.
Os dois caminharam lado a lado, cercados pela equipe, em direção ao local das fotos do lado de fora do castelo.
No corredor, ouvia-se o som suave dos seus passos combinados e o ruído da saia do vestido de noiva se arrastando pelo chão.
Do lado de fora da janela, o horizonte no leste clareava rapidamente e ganhava uma borda levemente dourada.
O amanhecer se aproximava.

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