Com os equipamentos e o pessoal trazidos por Patrícia, a velocidade do resgate acelerou significativamente.
A câmera endoscópica foi inserida com cuidado na pequena fresta que havia sido aberta, transmitindo imagens borradas.
Entre as pedras, havia escuridão e o reflexo fraco de um tecido...
— Vejo roupas! — Alguém exclamou em voz baixa.
Os corações de Marcelo e Patrícia apertaram ao mesmo tempo.
A escavação ficou mais cuidadosa, mas a velocidade não podia diminuir.
Pedras foram removidas uma após a outra, e camadas de terra foram limpas.
À medida que a fresta aumentava, mais imagens eram transmitidas.
Uma mão coberta de poeira pendia sem força entre as pedras.
Os dedos eram finos, e no dedo anelar havia a aliança que Marcelo conhecia.
A respiração de Marcelo falhou, e sua visão embaçou no mesmo instante.
Patrícia mordeu o lábio inferior com força para não emitir som.
— Vítima encontrada. A cabeça e a parte superior do corpo estão presas por pedras cruzadas. Há um pequeno espaço, e os sinais vitais estão fracos! — A equipe de resgate que havia entrado relatou pelo rádio, com a voz apressada.
— Estabilizem as pedras, preparem o expansor e o suporte hidráulico, equipe médica, a postos! — O Capitão Silva ordenou, com a voz rouca.
Todos prenderam a respiração.
O resgate entrou em sua fase mais tensa e perigosa.
Qualquer erro poderia causar o deslocamento das pedras, resultando em danos secundários à pessoa embaixo, ou até mesmo provocando um novo colapso.
O tempo passava devagar ao som de rangidos do suporte hidráulico abrindo a fresta nas pedras.
Cada segundo era um tormento.
Finalmente.
— O espaço é suficiente, podem entrar!
Um membro magro da equipe de resgate, com uma máscara de oxigênio e um kit de primeiros socorros, entrou com cuidado no espaço estreito recém-aberto, que permitia a passagem de apenas uma pessoa.

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