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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 194

— Sente-se, vou passar o remédio.

Guilherme pegou a caixa de primeiros socorros e fez Beatriz sentar na beira da cama.

O cotonete com pomada foi aplicado suavemente sobre os hematomas.

A cada toque, a mão de Guilherme tremia um pouco.

O quanto isso devia doer.

A sua Beatriz tinha pavor de dor.

Antigamente, um pequeno corte no dedo a fazia chorar por muito tempo.

Agora, com ferimentos tão graves, ela não emitia um som sequer.

Os olhos de Guilherme ficaram cada vez mais vermelhos, e seu nariz ardia intensamente.

Uma lágrima caiu repentinamente sobre as costas da mão de Beatriz.

Beatriz parou por um momento.

— Desculpe...

A voz de Guilherme estava embargada, com um som nasal forte.

— Beatriz, me desculpe... fui eu que não te protegi bem.

— Eu sou um lixo. Se eu tivesse ido mais cedo, se eu não tivesse deixado você voltar sozinha para o apartamento...

Ele se culpava profundamente.

O coração de Beatriz, de repente, amoleceu completamente.

Ela estendeu a mão, segurou suavemente o rosto de Guilherme e limpou as lágrimas dos cantos dos olhos dele com o polegar.

— Guilherme. — Ela olhou nos olhos dele e disse seriamente. — A culpa não é sua.

— Além disso... você chegou bem a tempo. Como um herói.

— É verdade.

Guilherme olhou para o sorriso forçado dela, e seu coração doeu ainda mais.

Ela estava claramente com tanto medo, seu corpo ainda tremia levemente, mas ela ainda tentava consolá-lo.

— Não sorria. — Guilherme enterrou o rosto na palma da mão dela e disse com a voz abafada. — Está horrível.

— Se quiser chorar, chore. Na minha frente, não precisa fingir.

Os dedos de Beatriz tremeram.

Ela se inclinou e abraçou o pescoço de Guilherme.

As lágrimas finalmente romperam a barragem.

— Guilherme...

— Eu tive medo...

— Eu tive tanto medo...

Dentro do escritório do presidente.

— Paf!

Guilherme jogou uma pilha grossa de documentos sobre a mesa.

— Isso é tudo o que Heitor tem agora?

Bruno estava diante da mesa, suportando a enorme pressão, e assentiu.

— Sim. O Grupo Monteiro teve seu fluxo de caixa rompido há meses.

— Para manter as aparências, Heitor tem pegado empréstimos com agiotas frequentemente nos últimos meses.

— Com juros sobre juros, a dívida já chega a trezentos milhões.

— E além disso...

Bruno olhou para a expressão de Guilherme e acrescentou cautelosamente.

— Descobrimos que a razão pela qual Heitor ousou arriscar tudo para sequestrar a senhora...

— Foi porque alguém lhe fez uma promessa.

— Contanto que ele conseguisse o acordo de transferência de ações que está em suas mãos, a outra parte quitaria todas as dívidas dele e ainda lhe daria uma linha de navegação internacional.

Guilherme soltou um riso frio e bateu levemente os dedos na mesa.

— Linha de navegação? Parece que o tio Samuel tem estado ocioso demais ultimamente...

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