Nos dias seguintes, Beatriz passou a viver de forma isolada na mansão.
Guilherme chegou ao ponto de confiscar o celular dela, cortando todos os seus laços com o mundo exterior, apenas para que ela tivesse repouso absoluto.
Até tarde da noite do terceiro dia.
Beatriz não conseguia dormir devido a uma leve dor de um ferimento antigo nas pernas. Guilherme estava meio ajoelhado ao lado da cama, aplicando compressas quentes e fazendo massagens.
"Ding-dong—"
O notebook, que Guilherme há muito deixara no mudo, acendeu uma luz azul pálida.
Era o som de alerta da caixa de entrada criptografada exclusiva de Beatriz.
A frequência especial significava uma prioridade extremamente alta.
A expressão de Beatriz ficou séria e ela tentou se levantar.
— Fique deitada. — Guilherme a segurou, de cenho franzido. — Mesmo que o céu caia, não é mais importante do que a sua saúde.
— Não é do laboratório.
Beatriz olhou para o símbolo especial na tela: uma cotovia prateada, prestes a bater as asas, cercada por intrincados padrões estelares geométricos.
— É de M.
— M? — Guilherme ergueu as sobrancelhas, trazendo o notebook e colocando-o na pequena mesinha ao lado.
No e-mail, havia um simples link de convite para videochamada e uma chamativa linha de código vermelho.
[Código de Autenticação: DAWN-1974 (Código: Aurora-1974)]
Os dedos de Beatriz tremeram.
— Vai abrir? — Guilherme percebeu sua agitação e envolveu as pequenas mãos frias com as suas grandes. — Se não quiser atender, não atenda. Comigo aqui, ninguém pode te forçar a nada.
— Eu vou atender.
Beatriz respirou fundo, e um traço de determinação brilhou em seus olhos. — Eu quero saber o que a minha avó biológica realmente passou.
Ao apertar a tecla Enter.

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