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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 195

Samuel, seu querido tio Samuel.

Ele realmente era capaz de usar qualquer golpe baixo.

— Sr. Guilherme, devemos agir contra o Sr. Samuel? — Perguntou Bruno.

— Sem pressa.

Guilherme estreitou os olhos, e um brilho frio passou por eles.

— Para matar a cobra, é preciso acertar a cabeça. Já que ele quer jogar, eu vou jogar com ele até o fim.

Guilherme levantou-se, caminhou até a janela do chão ao teto e olhou para o tráfego intenso lá embaixo.

— Notifique o departamento jurídico. Quero que eles pressionem Heitor com as acusações de cárcere privado e lesão corporal dolosa. Não aceitem nenhum acordo.

— Quero que ele passe o resto da vida na cadeia. Além disso, espalhe a notícia de que o Grupo Guimarães vai bloquear totalmente o Grupo Monteiro.

— Quero ver o Grupo Monteiro falir completamente em três dias.

— Sim, senhor! — Bruno aceitou a ordem.

— E mais uma coisa. — Guilherme virou-se e apontou para outro documento na mesa. — Vaze a informação de que Heitor pegou empréstimos com agiotas para os credores.

— Diga a eles que Heitor está preso e que a família Monteiro está acabada.

— Se eles não quiserem perder todo o dinheiro, é bom que vão cobrar a dívida imediatamente.

— Não importa se vão procurar os pais de Heitor ou outros parentes dele.

— Em resumo, quero que Heitor seja abandonado por todos e deseje estar morto.

O coração de Bruno estremeceu.

Esse golpe era cruel.

Enquanto Heitor estivesse preso, os credores lá fora atacariam sua família como cães raivosos.

— Entendido, Sr. Guilherme. Vou providenciar isso agora mesmo.

Bruno virou-se para sair.

— Espere.

Guilherme o chamou de volta.

— Quanto ao Samuel, não o deixe ocioso.

— Investigue aquele filho ilegítimo dele no exterior.

— Já que ele valoriza tanto as ações, vamos fazer o quintal dele pegar fogo para que ele não tenha tempo de cuidar de mais nada.

— Como ele ousa tocar em Beatriz.

Guilherme cerrou os punhos com força, os nós dos dedos ficaram brancos.

A porta da sala de interrogatório se abriu.

O policial encarregado do interrogatório entrou segurando uma pasta.

— Heitor, acorde.

O policial olhou para ele com um olhar de quem observa um palhaço patético.

— Ainda está sonhando acordado?

— A senhora Beatriz é apenas sua ex-esposa. Ela já formalizou o divórcio com você há muito tempo.

— Esta é uma cópia autenticada dos arquivos do Cartório.

— Legalmente, vocês agora são estranhos.

— Um estranho que a amarrou, espancou, insultou e tentou estuprar.

— Você acha que isso é uma disputa familiar?

A expressão de Heitor mudou, mas ele continuou teimoso.

— E daí? Onde houve amor, sempre resta algo!

— Ela ainda gosta de mim. Guilherme usou truques para forçá-la a se casar!

Ele tinha certeza de que o coração de Beatriz amoleceria.

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