A conexão da chamada de vídeo ainda não havia sido encerrada.
— Beatriz, os genes do clã, embora sejam um dom, também são uma maldição.
Os dedos da Tia M digitaram algumas vezes no teclado e um arquivo criptografado foi transmitido para o computador.
A barra de carregamento completou, abrindo uma janela pop-up preta.
Um símbolo de uma balança vermelha estava impresso nela, e uma adaga pingando sangue estava de um dos lados da balança.
— Esse símbolo, chama-se 'Nêmesis'. — A voz da Tia M se abaixou inconscientemente. — É o consórcio de biotecnologia mais misterioso a nível internacional, e também os principais responsáveis por forçar sua avó à morte naquela época.
Beatriz, escorada na cabeceira, sentia o seu corpo amortecido.
— Eles nunca desistiram? — Guilherme perguntou.
— Nunca. — Tia M suspirou. — Beatriz, eu descobri que o seu último artigo publicado no suplemento "Nature" sobre regeneração neuronal foi marcado como importante pelos institutos acadêmicos da 'Nêmesis'. O modelo de dados deles detectou características de 'Aurora' em sua pesquisa.
A ponta do dedo de Beatriz tremeu ligeiramente, e ela clicou na pasta.
Dentro havia uma pilha de fotos tiradas secretamente.
O cenário das fotos era o quintal abandonado da Antiga Mansão Andrade, e aquele sótão úmido e escuro no qual ela costumava morar.
O registro mostrava: três meses atrás.
— Três meses atrás, pessoas com identidades não identificadas se esgueiraram na família Andrade. — As palavras de Tia M foram chocantes. — Eles estavam procurando por coisas que minha prima poderia ter deixado para a sua mãe. Beatriz, você acha que a morte de sua mãe foi mesmo por complicações no parto?
Ouvindo isso, Beatriz se sentou reta instantaneamente, mas por ter se movido muito rápido, sua visão escureceu, caindo desequilibrada para o lado.
— Beatriz!
Guilherme foi rápido e a puxou para os seus braços.
— Não tenha pressa, escute a tia. — Guilherme beijou sua testa gelada. Quando ele virou o rosto em direção à tela, a intenção de matar em seus olhos não era mais disfarçada. — Deixe as coisas claras.
Tia M não tentou mais esconder: — Depois que Verônica faleceu naquele ano, eu pedi para colherem secretamente amostras do tecido dela. Embora tenha se passado um bom tempo, a tecnologia de hoje consegue encontrar rastros infinitesimais.
— Havia uma neurotoxina rara na corrente sanguínea dela. Esse tipo de toxina cria distúrbios de coagulação do sangue, fingindo ser uma hemorragia pós-parto grave.
— O que você disse...

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