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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 192

No rosto dela, havia a marca vermelha de um tapa.

Suas roupas estavam desgrenhadas, e ela parecia em estado deplorável.

— Beatriz.

Guilherme ajoelhou-se em uma perna, com a voz rouca.

— Não tenha medo, sou eu.

— Eu cheguei.

O olhar de Beatriz estava um pouco disperso.

Ao ouvir a voz familiar, seus cílios tremeram.

Então, lentamente, ela levantou a cabeça.

— Gui... Guilherme?

— Sou eu.

Com os olhos avermelhados, Guilherme estendeu a mão para abraçá-la.

Beatriz, no entanto, encolheu-se.

Era uma reação instintiva do corpo.

Era o medo da violência.

A mão de Guilherme parou no ar.

— Acabou, acabou.

Ele conteve a amargura, estendeu a mão novamente e a pegou no colo diretamente.

A pessoa em seus braços era leve como uma brisa.

Ele segurou Beatriz e caminhou a passos largos para fora.

— Pare!

Atrás deles, Heitor levantou-se cambaleando.

Ele segurava um pedaço de vidro quebrado, com um olhar maníaco.

— Solte-a! Ela é minha!

— Beatriz! Você é minha em vida e será minha na morte!

— Você quer ir embora com esse homem selvagem? Só por cima do meu cadáver!

Heitor rugiu e avançou.

Guilherme não parou seus passos.

— Sr. Heitor.

Bruno estendeu a mão sem expressão, agarrou o pulso de Heitor e torceu-o com força.

— Ahhh!

Heitor soltou um grito agonizante, e o caco de vidro caiu no chão.

— Eu aconselho o senhor a não se mexer.

Bruno ajeitou os óculos, com um tom gelado.

— O Sr. Guilherme não quer sujar as mãos, mas para mim tanto faz.

— Quem é você?! Um cachorro ousa me impedir?! — Heitor suava frio de dor, mas sua boca continuava suja. — Saia daqui! Esta é minha mansão! Vou processar vocês por invasão de domicílio!

— Você chama amarrar alguém, colocar um saco na cabeça e tentar forçar relações sexuais de disputa sentimental?

— Sr. Heitor, a lei atual não é definida pela sua família.

— Levem-no!

Dois policiais avançaram e ergueram Heitor, um de cada lado.

— Me soltem! Eu sou o presidente do Grupo Monteiro! Eu quero ver meu advogado!

— Guilherme, seu canalha desprezível! Foi você quem armou para mim!

— Beatriz, Beatriz, fale alguma coisa! Eu fiz tudo isso por você!

Guilherme, carregando Beatriz, já havia caminhado para dentro da cortina de chuva.

A chuva caía pesada.

Bruno segurava um guarda-chuva preto, seguindo de perto.

Mesmo assim, respingos de chuva ainda caiam.

Guilherme protegeu Beatriz em seus braços, usando seu corpo para bloquear todo o vento e a chuva para ela.

O motorista já havia aberto a porta do carro, e Guilherme a colocou cuidadosamente no banco de trás.

Dentro do carro, o aquecedor estava ligado no máximo, isolando o vento e a chuva fria do lado de fora.

E também isolando os rugidos repugnantes de Heitor.

— Para a mansão.

Guilherme ordenou com voz grave.

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