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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 189

Guilherme virou-se e saiu andando.

Seus passos eram rápidos, quase tropeçando.

— Sr. Guilherme! Onde o senhor vai?

— Deixe os seguranças aqui!

Guilherme nem olhou para trás, sua voz continha um traço de pânico.

— Você fica! Se o tio Samuel ousar aparecer, nem que custe a sua vida, impeça-o!

— Mas Sr. Guilherme...

— Vou procurar a Beatriz.

Guilherme correu para o elevador, pressionando o botão de fechar com força.

O aço inoxidável espelhado refletia seu rosto.

Que rosto era aquele.

Olhos vermelhos, veias saltadas.

O Maybach preto disparou pela estrada, furando oito sinais vermelhos seguidos.

Mais rápido.

Mais rápido.

Beatriz, espere por mim.

Por favor, espere por mim.

Guilherme rezava freneticamente em sua mente.

Ele implorou a todos os santos e deuses aos quais nunca havia rezado na vida.

Mesmo que tivesse que trocar sua própria vida, ele aceitaria.

Desde que ela estivesse bem.

Antes mesmo de o carro parar completamente, Guilherme saltou.

No térreo do prédio, alguns vizinhos idosos conversavam.

De repente, vendo aquele homem de aparência elegante, mas com uma expressão assassina invadir o local, todos se assustaram.

— Beatriz!

Guilherme correu até a porta de Beatriz.

Bateu com força.

— Beatriz!

— Abra a porta!

Ninguém respondeu.

Guilherme deu um passo para trás.

Levantou a perna.

*Bang!*

A porta de segurança foi arrombada com um chute.

A porta bateu contra a parede, fazendo cair poeira.

Guilherme invadiu o local.

A casa estava arrumada.

Sobre a mesa, ainda havia meio copo de água que ela bebera de manhã.

Era o cheiro dela.

Mas onde ela estava?

Guilherme correu para o banheiro apertado.

Ninguém.

Correu para a cozinha.

Ninguém.

Até se deitou para olhar debaixo da cama.

— Agora há pouco... agora há pouco teve uma van preta...

Guilherme virou a cabeça; seus olhos vermelhos assustaram Manuela, fazendo-a recuar vários passos.

— Que van?!

Guilherme correu e agarrou Manuela pelos ombros.

— Para onde foi?!

— Qual era a placa?!

— Fale!

— Eu... eu não vi a placa...

Manuela chorou de medo.

— Só vi... dois homens... arrastarem sua esposa para dentro do carro...

— Foram... foram para o oeste...

Oeste.

Guilherme soltou as mãos e correu tropeçando para fora.

Ele pegou o celular e ligou para Bruno.

— Chame a polícia, Beatriz desapareceu.

— Além disso, chame homens, o máximo que puder, e procurem!

— Mesmo que tenham que revirar a Capital de cabeça para baixo, encontrem-na!

Ao desligar, Guilherme sentou-se de volta no carro.

A chuva, sem que ele percebesse, havia começado a cair.

Batendo na janela do carro, fazendo um barulho crepitante.

— Beatriz...

Guilherme enterrou a cabeça no volante.

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