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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 187

No final do corredor do hospital, na saída de emergência.

Samuel segurava seu pulso deslocado, o rosto coberto de suor frio devido à dor.

— Sr. Samuel, o que faremos agora?

O guarda-costas ao lado entregou-lhe cuidadosamente um lenço.

— O que faremos?

Samuel soltou um riso frio; suas feições se contorciam de dor.

— Já que eles não me deixam em paz, ninguém vai viver em paz!

Ele olhou pela fresta da porta para o casal abraçado diante da UTI ao longe.

Antes, ele não achava que Beatriz fosse importante, mas agora via que ela era, basicamente, a vida de Guilherme.

— Organize alguns homens — ordenou Samuel, rangendo os dentes. — Aquela mulher não vai ficar no hospital para sempre.

— Assim que ela estiver sozinha, peguem-na.

— Sr. Samuel, isso... se o Sr. Guilherme descobrir...

— Medo de quê?!

Samuel chutou o guarda-costas com força, o que repuxou o ferimento em sua mão, fazendo-o grunhir de dor.

— Com ela em nossas mãos, aquele moleque do Guilherme vai devolver as ações sem chiar! E então, a família Guimarães ainda será comandada por mim!

— Sim, vou providenciar agora mesmo.

Na porta da UTI.

Guilherme olhava para o pai cheio de tubos na cama, e sua testa franzida finalmente relaxou um pouco.

O eletrocardiograma estava estável, os indicadores melhoravam.

— Guilherme.

Sua manga foi puxada levemente.

Ele baixou a cabeça e encontrou os olhos um tanto cansados de Beatriz.

— Eu queria ir ao apartamento.

O coração de Guilherme apertou, e ele segurou a mão dela instintivamente.

— Fazer o quê?

Beatriz percebeu o nervosismo dele e sorriu, resignada.

— Estou cheirando a antisséptico, e também...

Ela apontou para as próprias roupas.

Estavam amassadas, num estado deplorável.

— Quero voltar para tomar um banho e trocar de roupa.

— Aproveito para pegar o computador, preciso monitorar alguns dados.

Guilherme apertou os lábios.

Ele não queria que ela fosse, não queria se separar dela nem por um segundo.

Guilherme hesitou.

Olhou para o pai ainda dormindo e depois para o corredor guardado apenas por alguns seguranças.

Embora o pai estivesse fora de perigo, a situação poderia mudar a qualquer momento.

Ele realmente não podia sair.

— Então deixe o celular ligado, com a localização ativada.

— Certo.

— Faça uma chamada de vídeo quando chegar em casa.

— Está bem.

— Assim que terminar, volte imediatamente, não demore.

— Entendi, Sr. Guilherme.

Beatriz achou graça.

— Não sou uma criança de três anos.

Guilherme não riu.

Ele se inclinou e a abraçou com força.

— Beatriz, volte logo. Eu... tenho medo.

O homem que era decisivo e implacável nos negócios sussurrou em seu ouvido, com uma voz que continha um tremor quase imperceptível.

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