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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 337

Felipe

Eu tinha acabado de sair da audiência quando meu pai me interceptou no corredor do fórum. André estava com aquela expressão séria que eu conhecia bem, a de quem não aceitaria um “não” fácil.

"O acionista majoritário do Banco GT quer uma reunião com nós dois. Agora."

Eu olhei o relógio.

"Agora? Eu tenho que buscar a Aelyn daqui a pouco."

"Acredito que vai ser coisa rápida. Ele está esperando na sala de reunião do nosso escritório. Vamos lá."

Eu suspirei, mas o segui. Quando entramos na sala, o homem já estava sentado à cabeceira da mesa. Alto, cabelo grisalho bem cortado, terno impecável. Liana estava ao lado dele, sorridente, explicando algo em voz baixa. Assim que nos viu, ela se levantou com um sorriso educado.

"Vou trazer um café para os senhores."

Ela saiu, fechando a porta com cuidado. O homem se levantou e estendeu a mão.

"Finalmente conheci o famoso Felipe Bayron."

Eu apertei a mão dele, trocando um olhar rápido com meu pai.

"Famoso? Nem tanto."

Ele sorriu, mas o sorriso não chegou aos olhos.

"Minha afilhada se inspira demais em você. Ela diz que quer ser uma grande advogada como o senhor é."

Eu agradeci com um aceno de cabeça, já não gostando do rumo da conversa. Sentamos. O homem, que se apresentou como Dr. Roberto Almeida, foi direto ao ponto.

"Quero reorganizar alguns contratos do Banco GT e preciso de advogados tão competentes quanto vocês. Estamos ampliando as operações internacionais e queremos alguém que possa assumir a área jurídica interna da empresa."

Ele expôs os planos com clareza: expansão agressiva, novos produtos financeiros, parcerias internacionais. Os números eram impressionantes. Quando terminou, olhou diretamente para mim.

"Eu gostaria de contratá-lo para assumir essa área. Internamente. Salário inicial de US$ 85 mil por mês, mais bônus trimestrais que podem chegar a 400% ao ano, carro da empresa, plano de saúde premium, apartamento funcional e participação societária minoritária após dois anos."

Eu pisquei. A proposta era absurda. Muito acima do mercado. Meu pai também pareceu surpreso, mas se manteve calado.

"É uma oferta generosa", respondi, mantendo a voz neutra. "Mas eu não tenho interesse em sair do escritório. Agradeço a proposta, mas sinto ter que deixar passar."

Roberto franziu a testa, como se não entendesse a recusa.

"Você está recusando 10 vezes o que ganha aqui? Prestígio, poder, segurança financeira para a vida inteira?"

Eu sorri de leve.

"Eu já tenho o que preciso. O emprego que sempre quis, o apartamento que comprei com meu esforço, o carro que eu mesmo paguei… e, principalmente, a mulher dos meus sonhos e um filho a caminho. Isso pra mim já é sucesso."

Ele insistiu, empurrando uma pasta com os termos.

"Pense nos ganhos. Você conquistaria prestígio, sucesso real. Não é todo dia que se recebe uma oferta assim. Sua esposa vai te agradecer. Pense no futuro que vai poder proporcionar ao seu filho."

Eu olhei para meu pai. André me deu um aceno sutil de apoio.

338.[Segunda Fase] - Minha resposta final 1

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