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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 333

Aelyn

Eu estava terminando de me arrumar quando ouvi o barulho da chave na porta. Meu coração deu um salto, sempre dava quando ele chegava. Corri até a sala e o vi entrando, ainda com a mochila de trabalho na mão e o terno um pouco amassado. Ele sorriu ao me ver, mas o sorriso não chegou aos olhos. Havia tensão ali. Eu conhecia aquele olhar. Conhecia cada detalhe daquele homem.

"Oi, amor", cumprimentei, indo até ele. "Como foi o dia?"

"Normal", respondeu, me dando um beijo rápido na testa. "E o seu?"

"Tranquilo. Já estou pronta pra gente ir à loja de bebê. Quero escolher algo bem especial pros nossos pais."

Ele assentiu, mas a tensão não saiu do rosto dele. Eu segurei suas mãos.

"O que foi? Você está com uma cara que está me deixando preocupada. Aconteceu alguma coisa que você não quer me contar?"

Felipe respirou fundo e me puxou para um abraço, apertando-me contra o peito como se precisasse sentir que eu estava ali, real e inteira.

"Nada demais. Só um dia cansativo no escritório. Nada que um banho e você não resolvam."

Eu o abracei de volta, passando as mãos pelas costas dele.

"Mas a noite vai ser bem doce, prometo."

Ele sorriu de lado, aquele sorriso torto que eu amava, e me beijou com mais calma, como se estivesse recarregando as energias. Se abaixou e beijou minha barriga, falando com nosso pequeno, como ele fazia sempre que chegava e me deixava emocionada. Então se levantou de novo e me beijou.

"Vou tomar um banho rápido e já saímos."

Enquanto ele estava no banheiro, eu fiquei na sala, alisando a barriga ainda quase reta. Meu pequeno milagre já tinha 10 semanas e estava perfeitamente compatível com a idade gestacional. Foram três semanas de exames, testes e mais testes, de consultas secretas, de medo misturado com uma felicidade que crescia a cada dia. O Dr. Martins tinha nos indicado uma especialista incrível, a Dra. Helena Vargas, e até agora tudo estava estável. Isso tinha acalmado um pouco o Felipe, mas eu sabia que ele ainda carregava um peso enorme.

Ele saiu do banho com o cabelo molhado, camisa social clara e calça jeans. Estava lindo. Simplesmente lindo.

"Acho que eu não quero mais sair não." olhei para ele interessada, e ele riu, se aproximando.

"Não me provoque, Lyn, sabe que eu ainda estou viciado em você, e para eu abandonar tudo e te trancar naquele quarto, não precisa de muito." ele se inclinou na minha frente, e passei minhas mãos por sobre seus ombros.

"Proposta tentadora, mas acho que não podemos atrasar. Pedimos para sua mãe um jantar em cima da hora, imagina como ela reagiria se a gente não fosse." ele se aproximou e me beijou, apoiando as mãos no sofá onde eu estava.

"Depois que a gente contar sobre o nosso pequeno, ela não vai mais se importar." rimos juntos. "Vamos de uma vez, antes de eu abrace de vez o plano que se formou em minha mente." Gargalhei e ele me ajudou a levantar.

Fomos até a loja de bebê mais famosa da cidade. Assim que entramos, eu me apaixonei por tudo. Os berços lindos, os carrinhos modernos, as paredes cheias de macaquinhos, bodies e sapatinhos minúsculos. Eu andava pelos corredores com os olhos brilhando, tocando em tudo.

"Olha esse berço", falei, parando em frente a um modelo todo branco com detalhes em madeira clara. "É perfeito."

Felipe me abraçou por trás, o queixo apoiado no meu ombro.

"Então vamos levar."

Eu ri.

"Calma, amor. Ainda nem sabemos o sexo."

Ele beijou meu pescoço.

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