Aelyn
"Eu queria fazer isso do jeito certo", começou ele, a voz firme, mas carregada de emoção. Olhou para o meu pai. "Tio Cássio… eu amo sua filha desde que eu me entendo por gente. Passei anos sendo covarde, anos fingindo que era só amizade, porque tinha medo de estragar tudo. Mas eu não consigo mais fingir. A Aelyn é o amor da minha vida. Ela me faz querer ser um homem melhor todos os dias. Eu prometo cuidar dela, proteger ela, fazer ela rir nos dias bons e segurar a mão dela nos ruins. Eu prometo amar ela com tudo que eu tenho, pra sempre. E agora… eu peço a sua bênção para me casar com ela."
O silêncio foi absoluto por um segundo. Meu pai se levantou devagar, os olhos marejados. Ele olhou para Felipe por um longo tempo, depois o puxou para um abraço forte, daqueles de pai.
"Eu não confiaria minha menina a mais ninguém, Felipe. Quando eu não estava por perto, vocÊ esteve. Você cuidou dela sem ninguém pedir, e eu te agradeço." A voz dele falhou. "Cuida bem dela. É tudo o que eu peço."
Mamãe e Laís já estavam chorando. Sophia e Serena secavam os olhos, emocionadas. Eu também não conseguia segurar as lágrimas.
Meu pai então veio até mim e me abraçou.
"Minha menininha cresceu, linda e iluminada. Cresceu e se tornou um mulher que sabe exatamente o que quer. Uma vez eu pensei em tem afastar do Felipe, por que eu via o quanto você sofria por não ser correspondida, mas quando você se afastou, eu percebi que não teria como. Que se nem você mesma conseguia apagar esse amor, quem conseguiria?" eu chorava olhando para ele. "Saiba que eu sempre vou estar aqui pra você. Pra qualquer coisa, e se um dia você descobrir que ainda precisa de mim, não exite em me ligar."
"Eu vou sempre precisar de você, papai. Pra sempre."ele me abraçou ainda mais forte e me soltou, limpando os olhos e indo na direção da minha mãe.
Felipe voltou para o meu lado, apertando minha mão, o coração transbordando.
"Já que estamos todos tão animados e emocionados… temos mais uma surpresa."
Felipe foi até a sala e voltou com as caixinhas que tínhamos preparado. Entregamos uma para cada casal de pais e uma para cada irmã.
"Não abram ainda", pediu ele, sorrindo nervoso.
Todos pararam, curiosos. Felipe e eu ficamos de pé na frente da mesa, de mãos dadas.
"Podem abrir agora."
O barulho de papel rasgando encheu a sala. Quando todos viram os bodies:"Parabéns, você foi promovido a vovô", "Parabéns, você foi promovida a vovó", "Titia mais linda do mundo", o caos foi geral.
Serena foi a primeira a gritar.
"EU DISSE! Eu disse que ela estava grávida! Eu conheço a minha irmã!"
Sophia pulou da cadeira e correu para nos abraçar. Logo depois vieram mamãe, papai, Laís e André. A sala virou um mar de lágrimas, abraços e risos misturados. Papai chorava abraçado a mim, Laís não parava de repetir "um bebezinho", mamãe soluçava de felicidade.
Quando o burburinho acalmou um pouco, eu peguei o envelope que tinha deixado na mesa.
"E agora, aqui com vocês, nós vamos descobrir quem é o nosso pequeno milagre."

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