Capítulo 99 — Meu Richard Gere
Taylor Laurent
Mesmo com alguns cortes, precisava admitir que nunca tive um sono tão gostoso como esse. A cama era macia, os lençóis tinham um cheiro agradável, o quarto na temperatura certa, nem muito quente, nem muito frio. Sentei ainda desorientada, me espreguicei e então eu vi.
— Que merda é essa? — falei no susto, mas ele não se mexeu.
Dominic dormia na poltrona ao lado da minha cama, o peito subia tão lentamente que por um momento pensei que ele nem mesmo respirava. Ele era lindo, insuportável, mandão e um babaca, mas lindo. Pensei em levantar e ir até lá acordá-lo, e descobrir o que ele estava fazendo ali.
Ah, mas eu tinha a visão do paraíso, só precisava decidir se ele era um anjo bombado vindo do céu, ou o Thor vindo do Reino de Asgard, bem, se ele for o Thor… preciso descobrir a potência do seu martelo. Merda, Taylor, que porra é essa?
— Tô quase ouvindo seus pensamentos. — ele disse com um sorriso.
— Se divirta com eles. — respondi com malícia.
Ele abriu os olhos e os azuis dos dele se prenderam aos castanhos dos meus.
— Como está se sentindo?
— Estou bem, os cortes não foram fundos, e a dor faz parte do processo.
— Que bom, — respondeu, se ajeitando na poltrona.
— Agora me diz, o que está fazendo aqui?
— Eu estava cansado pra caramba, a poltrona estava livre.
— Estava tão cansado assim que não conseguia chegar na sua casa?
Ele se espreguiçou e pude ver com detalhes as veias dos seus braços, e ainda um pedacinho do seu abdômen. Meu Deus que tá aí no céu, obrigado por mandar um homem desse aqui pra terra.
— Pois é, isso porque moro no andar de baixo.
— Você tá de brincadeira, né?
Ele riu, levantou num pulo e disse como se fosse normal ele ter dormido ali.
— Não.
— Quer me explicar então? — falei irritada.
Dominic caminhou até a cama, e se sentou ao meu lado.
— Quero que venha comigo para o meu apartamento.
— Oi?! Enlouqueceu? Eu não faço programa, seu babaca, eu finjo! — respondi, cruzando os braços e ele riu, é sério ele riu.
— Garota, e quem disse que tô te chamando pra sexo? Se fosse isso. — ele se aproximou de mim, parando o rosto bem próximo do meu. — Eu não precisaria te levar ao meu apartamento. — ele passou o dedo por meu rosto e desceu pelo meu pescoço e meu corpo, um grandíssimo filho da puta, se arrepiou inteiro. — Eu faria isso aqui mesmo.
Senti meu coração acelerar, e minha boca secar, acabei não resistindo e olhando para a boca dele, depois para os olhos. Mas vi o brilho nos olhos dele, ele só estava me provocando.
— Babaca! — falei empurrando o peito dele com as duas mãos. — Por que não vai à merda, heim? — disse bufando de ódio.
— Já te disse que é muito feio esse linguajar para uma mulher.
— E seu eu não te disse antes, vou dizer agora, tô me fodendo para sua opinião.
— Vamos ver por quanto tempo minha opinião não vai importar.
— Ah, meu querido, por muito, mas muito tempo.
Ele fechou a distância entre nós novamente, e disse firme.
— Veremos. — se afastou. — Agora me diz, você trouxe alguma coisa pra cá?
— Declan não deixou, disse que minhas roupas não eram de gente.
— Não quero nem imaginar o que usava para que ele dissesse algo assim.
Dominic se levantou, estendeu a mão pra mim.
— Vem, vamos até meu apartamento. Vou tomar um banho, depois te levar para comprar roupas.
— Ah, não me diz. — comecei com deboche. — Que seremos Julia Roberts e Richard Gere em uma linda mulher? Vai me levar para Los Angeles também? — perguntei piscando exageradamente.
— Para de ser infantil, e levanta.
— Dominic, eu não vou com você para lugar nenhum.
— Taylor, não me faça te carregar à força.
— Achei que já tínhamos passado dessa fase.
— Aja como uma pessoa sensata, que ficaremos bem.
— Eu não sou a sensata? Dominic, sou uma estranha, que você quer levar para o seu apartamento, e ainda para fazer compras. Quem está agindo por impulso? — perguntei, arqueando a sobrancelha.
— Que seja, já tomei minha decisão. — ele disse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar