Capítulo 100 — Primeiro beijo
Dominic Costello
Depois de uma longa discussão, a convenci de vir comigo, mas a deixei sentada na sala enquanto eu tomava banho. Estava no chuveiro e a imagem daquela garota atrevida e boca suja, me atingiu e não controlei o sorriso.
— Essa garota vai ser minha maior dor de cabeça. — murmurei pra mim mesmo.
Saí do banheiro, e ouvi meu celular tocar, o alcancei no criado ao lado da cama e vi que era o Noah.
— Blake.
— Dom, ocupado?
— Acabei de sair do banho, vou dar uma saída comprar umas coisas depois.
— Coisa rápida, prometo. — ele falou.
— Então fala.
— Será que podemos jantar em minha casa hoje? Eu, você, Wilson, Reed e Lawson.
— Lawson também? Desde quando?
— Longa história, explico à noite.
— E o Reed vai estar bem? — perguntei me lembrando de como encontrei o apartamento dele.
— Vai, acabei de falar com ele.
— Ok, mas vou levar alguém comigo. — eu disse.
— Já tô sabendo.
— Claro que está, o dia que Declan Reed conseguir manter a língua dentro da boca.
— Ele não disse muita coisa, só que você ofereceu levar a garota para o seu apartamento.
Sentei na minha cama, e olhei para a porta do meu quarto.
— Ela já está aqui.
— Quer conversar? Você não costuma agir assim.
— Não sei, Blake, tem alguma coisa nela. Eu não sei explicar, acha que enlouqueci?
— Cara, se eu falar que sim, teria que admitir que eu também. — ele disse e nós dois rimos.
— Ela é diferente, bonita, debochada, teimosa, respondona e tem uma boca suja que me dá vontade de dar umas boas palmadas nela por isso. — eu ri. — Mas ao mesmo tempo, ela é inteligente, e resiliente pra caramba.
— Tá soando como um homem apaixonado, meu amigo.
— Ninguém se apaixona em horas, Noah.
— Dominic, eu me apaixonei pela minha mulher só dela trombar comigo no clube e me olhar com aqueles olhos azuis. — As palavras do Noah me levaram no exato momento em que vi Taylor pela primeira vez, os olhos castanhos intensos olhando dentro dos meus.
— Não sei, ela é uma menina, tem vinte e um e eu trinta e cinco.
— Dom, e desde quando isso é um problema?
— Ela é ferida, Noah, muito, as marcas são profundas e ela tem uma vida inteira.
— Você fala como se ficar com você fosse uma coisa ruim, irmão. — ele chamou minha atenção.
— E será que realmente não é? — perguntei. — Eu nunca ajo por impulso, você me conhece, sou centrado, equilíbrio foi sempre o que me definiu. E hoje… — respirei fundo antes de concluir. — Essa garota me desestabilizou em todos os sentidos.
— Dom, não se cobre, só curte. Vai no seu tempo, respeita o dela, e o que tiver que ser… vai ser.
— Noah Blake, conselheiro amoroso. — falei o provocando.
— E agora pai de família. — ele disse com orgulho.
— Isso aí, pai de família. Tô feliz por você, irmão, se tem alguém que merece a felicidade depois de tudo, é você.
— Obrigado, Dom, e lembra, ela também pode ser sua. Minha mulher me ensinou que a felicidade está aí para todos nós, a única coisa que nos afasta dela, somos nós mesmos.
— Sábia Juju. — falei.
— Minha mulher é perfeita.
— Eis aí um homem apaixonado.
— Perdidamente. — ele concluiu.
Acertamos o horário do jantar, conversamos e para não perder o costume nos provocamos mais alguns minutos, depois encerramos a ligação. Terminei de me trocar e fui até a sala onde Taylor me aguardava, assim que cheguei ela estava deitada no sofá, os cabelos lisos cobrindo seu rosto, o sono a tomou novamente. Por alguns minutos fiquei encostado na parede só a admirando, a respiração subia lenta, o rosto parecia tranquilo, era como se o corpo dela tivesse entendido que aqui… ela estava segura.

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