Capítulo 91 — Que porra é essa?
Noah Blake
Faz uma semana que Juliet e as crianças estão morando comigo, há duas noites atrás tive um dos meus pesadelos, achei que eles haviam me deixado… mas me enganei.
Na verdade, é nossa mente que é enganosa, mas ao mesmo tempo honesta demais. Ela nos engana dizendo que podemos esquecer o que nos marcou profundamente, mas é honesta ao trazer à tona, nos pesadelos e nos silêncios, as verdades que tentamos enterrar.
Juliet, mais uma vez, mesmo assustada, teve toda paciência do mundo comigo. No fundo eu sei o que aconteceu, está chegando o dia que nunca mais apaguei da minha memória. O dia em que conheci o inferno, e depois… nunca mais saí de dentro dele.
Só que não posso mais deixar isso influenciar a minha vida, agora não sou sozinho, tenho pessoas que precisam de mim. Minha mulher e meus filhos.
Conversei com a Ju e decidimos trocar as crianças de escola, irei colocá-los em umas das melhores de Manhattan, eles atendem do jardim até o ensino médio. Meus filhos terão o ensino de qualidade e a segurança que preciso.
— Gostou da escola? — perguntei a ela sem desviar os olhos do trânsito.
— Sim, mas ainda estou com medo deles não se adaptarem.
— Querida, o Heitor já estava fazendo amizade na porta da escola e a Laurinha convidando a garotinha para brincar na casa dela. — eu disse e ela riu. — E a diretora nos disse que podíamos buscá-los mais cedo hoje.
Senti a mão dela na minha perna e olhei para ela.
— Obrigado, amor, por tudo. — Peguei a mão dela e levei aos lábios.
— Tudo por você, querida. — logo em seguida retifiquei. — Tudo por vocês.
Chegamos na empresa e Jen parecia nervosa, Juliet também percebeu.
— Tá tudo bem? — minha mulher perguntou.
— Sim. — ela disse mantendo os olhos na Juliet, não sei o que foi que minha mulher viu, se havia um código secreto nesse “sim”, o que sei é que me pediu para subir que ela viria depois.
Cheguei no meu andar, e notei o silêncio. Declan parecia não ter chegado ainda, fui até minha sala, liguei meu computador, e logo comecei a trabalhar. Ouvi batidas na porta, e Juliet entrou.
— Já disse que não precisa bater. — falei para ela recostando na cadeira, e ela veio até mim e se sentou em meu colo. — Qual o problema? — perguntei tirando o cabelo do seu ombro e depositando um beijo ali.
— Falou com Declan ontem à noite?
— Não. — respondi confuso. — Porque?
— Ele não deixou Jenny dormir com ele ontem, a levou para casa. E não atende suas ligações, nem mesmo responde suas mensagens desde então.
Alcancei meu celular e liguei para ele:
“Sua chamada está sendo encaminhada… “ — caixa postal.
A Ju saiu do meu colo e encostou na mesa, mandei uma mensagem rapidamente para ele.
“Onde você está?”
A mensagem foi visualizada. Esperei alguns minutos… e nada.
“Tô indo aí!”
Respondi, e dessa vez não esperei a resposta como antes. Porque mesmo que ela viesse, eu iria de qualquer jeito. Me levantei, peguei a chave do carro e comecei a discar para o Atlas.
— Amor, o que houve? — Juliet me perguntou preocupada.
— Tô indo na casa do Reed. — respondi para ela, e Atlas me respondeu no telefone.
— Blake?!
— Reed, sozinho, e sem respostas. — Essas foram minhas únicas palavras.
— Te encontro lá, está com o acesso? — ele me perguntou.
— Sim.
— Quinze minutos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar