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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 88

Capítulo 88 — Eu vou te contar

Juliet Pierce

Eu nunca me preparei para esse momento, para o dia onde as pessoas descobrissem a que ponto chegou meu desespero. Até onde uma mãe é capaz de ir por um filho, até onde uma mulher vai para sobreviver. E o pior de tudo, é que agora isso ainda está sendo usado contra mim, as pessoas não vão querer saber os motivos, e sim o resultado.

E o resultado são fotos minhas. E não são quaisquer fotos, são fotos do meu desespero.

— O que você quer dizer com “fui eu”? — Noah me perguntou.

Me sentei no chão, e encostei na porta na intenção de que ela de certa forma conseguisse me ancorar, que meu corpo por um momento parasse de tremer. Abracei meus joelhos, e então comecei a contar onde tudo isso começou.

— Há um ano, a professora do Heitor me chamou na escola. Ele estava tendo comportamentos estranhos, e às vezes de forma destrutiva. — Noah caminhou em silêncio até a cama, e se sentou. — Ela me recomendou procurar uma psicóloga, mas George não deixou, ninguém acreditava em mim quando dizia sobre ele, eu não tinha amigos, não tinha apoio, mas no fundo ele sabia que se Heitor falasse… — as lágrimas voltaram a escorrer. — As pessoas iriam começar a prestar atenção, e talvez acreditar em mim.

— O que o menino fazia? — Noah me perguntou.

— Em casa nada, ele quase não falava. Desde o dia em que George gritou para ele e Laurinha que não suportava eles, que por ele, nem mesmo teria filhos. Heitor se fechou para tudo em casa, mas na escola, ele se machucava, se trancava no banheiro.

Levantei os olhos para encontrar os dele.

— A professora disse que havia dias em que ele sumia, e quando o encontravam ele estava na sala do zelador, escondido, com os ouvidos tapados e pedindo para morrer. Sabe o que é para uma mãe ver seu filho de seis anos, tendo um comportamento desses? E no fundo… — coloquei a mão no peito. — Essa mãe saber que é culpa dela, porque ela escolheu errado. Sabe o que é, Noah? — perguntei, mas não queria respostas. Eu errei ao escolher o George, eu merecia sofrer, foi escolha minha. Mas meus filhos… Eles não.

Abaixei a cabeça, a escondendo nos meus joelhos. Doía demais lembrar disso, doía demais passar por tudo isso novamente, e o pior, a dor maior, era saber que estava sendo julgada por isso.

Eu tinha mais para falar, já que comecei precisava contar tudo. Mas precisei respirar antes de continuar, e ele não me forçou. Noah permaneceu sentado na cama me olhando, esperando o momento que eu voltasse a falar.

— Dois meses antes do divórcio, George me bateu tanto que desmaiei. Ele não me acudiu, me deixou lá, jogada no chão como lixo. Quando despertei, Laurinha chorava ao meu lado, e Heitor parecia estar dormindo do outro. Pelo menos foi o que pensei.

“— Princesa, o que aconteceu? — perguntei à minha menina.

— Heitor pediu para o papai parar, mas ele não parou. — Tentei me levantar, mas a dor nas costelas dos chutes de George me consumiam.

— E o que o papai fez? — perguntei me obrigando a reagir, minha menina estava com medo, ela precisava de mim.

— Ele bateu no Heitor, aí o Heitor gritou assim: “Queria que você não existisse”.

— Heitor disse isso ao papai? — perguntei agora me aproximando do meu filho que tinha um roxo no rosto, e estava gelado.

— Querido, acorda, fala com a mamãe. — o chamei mas não tive respostas.

— Laurinha, o que mais aconteceu? — agora o desespero já tinha me tomado, meu filho não estava dormindo, estava ferido e desacordado.

— O papai abriu a boca dele, e colocou aquilo ali. — Ela apontou para meus remédios antidepressivos que ficavam na cabeceira da minha cama.

O pânico se instalou…

— Não, não…. não… ele matou meu filho, ele matou meu filho. — abaixei o rosto para tentar sentir a respiração do meu menino. Ela era fraca, mas ainda estava ali.

Levantei com ele no colo que eu nem mesmo sabia como tinha forças, chamei a Laurinha e peguei minhas chaves. Entrei no meu carro, e corri para o hospital, assim que passei pela porta já entrei gritando.

— POR FAVOR, SALVEM MEU FILHO!!! — Meu corpo gritava de dor, Laurinha chorava ao meu lado.

— Senhora, o que houve? — a enfermeira perguntou se aproximando com uma maca.

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