Capítulo 85 — Vou te mostrar
Christopher Lawson
Saímos do elevador e Noah veio ao meu encontro, ele cumprimentou com um aceno Penélope, que retribuiu com um sorriso, e aquilo me incomodou. Que merda é essa?
— Vamos ao meu escritório. — ele me disse.
— TIO CHRIS! — minha princesinha correu até mim.
— Ah, aí está minha garotinha. — eu disse, me abaixando para pegá-la no colo.
— Tio Chris, sabia que agora eu tenho um papai?
— Um papai? — perguntei, confuso.
— Sim! — ela disse, jogando os braços para o Noah. Que rapidamente a pegou no colo, e deu um beijo em sua bochecha.
— O que eu perdi? — perguntei enquanto Juliet se aproximava.
— Conversamos no escritório. — ele me disse.
— Oi, Chris. Oi, Penny.
— Oi, Ju. — minha encrenca respondeu.
— Amor, vai com a mamãe que o papai vai conversar com o Tio Chris. — Por um momento eu fiquei preso naquela interação deles, eu gostava de estar com a Penélope, mas ver Laura chamando Noah de Pai… fechava todas as portas que eu ainda pensei estarem abertas pra mim e para Ju.
Penélope percebeu, claro que percebeu, e soltou minha mão que ela havia pegado depois que dei Laurinha para Noah.
— Vamos, princesa. — Ju disse a nossa pequena. — Penny vai participar da conversa? — ela perguntou e minha encrenca negou, ela foi se afastando.
— Noah, posso só falar com a Penélope um minuto antes? — Falei, entregando a ele o envelope, Noah pegou e assentiu, se afastando com as meninas.
Me virei para minha encrenca, envolvi meu braço por sua cintura. E dei um beijo em seu ombro.
— Qual o problema? — perguntei, passando meu nariz em seu pescoço.
— Não faça o sonso, que isso nem combina com você. — respondeu irritada.
— Desculpa, foi impulso, não quis te ofender. — ela virou o rosto. — Olha pra mim, querida. — Tentei falar o mais suave que consegui. — Não vai acontecer de novo, prometo.
— Não prometa o que não vai cumprir, Christopher. Sentimentos não morrem assim, e os seus ainda estão bem vivos.
— Estavam, até uma certa encrenca aparecer. — tentei suavizar a situação.
— Eu estava procurando um Dom, alguém para me divertir e pronto. Mas você apareceu, e… — ela parou.
— E o que? — perguntei, mas já tinha sacado tudo.
— Há minutos atrás disse que era meu homem, meu dom. Mas pelo visto é meu, só enquanto ela não te quiser. — ela apontou com a cabeça para Juliet.
— Só vou deixar de ser seu, quando VOCÊ, não me quiser mais.
Os olhos dela encontraram os meus.
— Não curto promessas vazias.
— Nem eu. — rebati. — Olha, Penélope, sou seu, e você é minha. E isso só muda, se você quiser.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse absorvendo minhas palavras.
— Um vacilo, e acabou.
— Justo. — eu disse, dando nela um selinho.
— Tô falando sério.
— Eu também, encrenca. — ela envolveu o braço pelo meu pescoço.
— É bom mesmo. — falou sorrindo.
— Ok, já que estamos acertados. Vou falar com o Blake.
Ela assentiu, seguimos de mãos dadas até a sala, Heitor veio até mim o peguei por uns minutos, depois segui com Noah até seu escritório. Assim que entramos ele fez sinal para que eu sentasse, e depois sentou na cadeira atrás da mesa.
Ele abriu o envelope em silêncio, e eu não conseguia ler sua expressão. Noah era bom em esconder sentimentos quando queria. Tirou uma a uma das fotos, e com uma delas na mão recostou no encosto da cadeira.
— O que você acha disso? — ele me perguntou mantendo o olhar na foto.
— Que ela foi obrigada a tirar essas fotos, que ele mesmo quem as tirou. E provavelmente foi isso que a prendeu a ele por tantos anos, mesmo sendo agredida e violentada.

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