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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 84

Capítulo 84 — Três segundos

Christopher Lawson

Oliver me ligou dizendo que Juliet nos convidou para almoçar, mandei mensagem para Penélope e ela me avisou que também havia recebido o convite. Peguei o carro e fui buscá-la, mas no caminho a Ju me pediu para pegar umas coisinhas que minha princesinha precisava.

Notei o humor da Penélope mudar no mesmo instante.

— Quer me contar qual o problema?

— Nada que valha seu tempo. — me respondeu de forma seca.

Decidi ignorar o jeito dela por enquanto, sabia bem como domar essa fera. Chegamos, e ela não quis descer, mas uma mensagem do meu pessoal me fez tirá-la do carro na marra. George estava rondando o bairro.

Assim que cheguei na porta da Ju, notei que ela tinha sido arrombada.

— Chris… — Penélope me chamou.

— Atrás de mim, encrenca, vou entrar, e você fica aqui.

— De jeito nenhum! — ela rebateu.

— Não discute comigo. — falei sério, e ela emburrou.

Quando entrei, o apartamento estava destruído, roupas, móveis, até mesmo a comida da geladeira.

— Que merda! — ouvi a voz da Penélope atrás de mim.

— Eu disse para você ficar lá fora! — falei irritado.

— E eu decidi não te obedecer.

Comecei a andar pelo apartamento, e não tinha mais ninguém. O maldito só quis causar alarde, voltei para a cozinha e uma coisa em cima do balcão chamou minha atenção. Um envelope, que quando abri, o chão sumiu dos meus pés.

— Meu Deus, é a Ju? — minha encrenca perguntou.

E era.

As fotos chegavam a ser perturbadoras, ela amarrada, lingerie ousada, nua… vendo essas fotos, nos levava a pensar que eram pessoas diferentes. Liguei para Noah, e depois de alguns minutos de conversa contei a ele sobre as fotos e o bilhete deixado.

E claro que ele não gostou, a fúria dele, era a mesma que a minha. Combinei de levar o envelope para ele, peguei na mão da Penélope e comecei a arrastá-la para fora do apartamento. Assim que chegamos na rua.

— Chris. — Diego me chamou se aproximando.

Nos cumprimentamos, e então ele começou.

— Eu ia te ligar, vi dois caras saindo do prédio da Ju. Um deles batia com a descrição do tal George, mas não conseguimos segurá-los.

— Você entrou? — perguntei fazendo sinal para o prédio.

— Sim, vi a porta arrombada mas não entrei no apartamento.

— Destruído, mas Blake vai tomar providência.

— O certo era nem ela, nem a Cece e a Sammy voltarem para cá por enquanto.

— Vou falar com o Blake sobre isso, a Sammy pode ficar com o Wilson, ou com o José.

— Não soube? — ele me perguntou.

— De quê?

— José tá preso no Snake.

— Que merda ele aprontou agora?

— Jogo, perdeu dinheiro grande. Snake disse que cobraria a Sammy.

— Quanto?

— Um milhão.

— Que porra é essa? Ele enlouqueceu, jogar isso nas costas dela?

— Snake curte ela, ia dar três dias. Se ela não vir com o dinheiro, ele leva ela.

— Quero ver ele tentar. — o celular da Penélope tocou, e foi aí que Diego a notou.

— E essa quem é? — ele disse com um sorriso sedutor lhe oferecendo a mão.

— Penélope Lopez. — ela respondeu com um dos sorrisos mais lindos que eu já vi, essa encrenca está brincando com fogo.

— Lindo nome, igual à Dona.

— Que por acaso tem dono! — respondi, puxando ela pela cintura.

Diego levantou a mão em rendição.

— Dono é? — ela sussurrou para que só eu ouvisse, lancei um olhar para ela que recuou na mesma hora.

Encerrei a conversa com Diego e entramos no meu carro, Penélope permaneceu em silêncio. Chegamos no Noah, ele autorizou entrarmos em sua garagem e subir por seu elevador privativo. Mas não desci do carro quando estacionei, permaneci nele, encarando a Penélope.

— Algum problema? — me perguntou com ironia.

— Pula pro banco de trás, agora.

Ela me olhou em desafio.

— E se eu não for?

Segurei o queixo dela para que me olhasse.

— Vai ter consequências.

— Ainda não disse "sim" sobre ser meu Dom.

— Eu não sou seu Dom. — puxei seu rosto para que nossas bocas se encostassem. — Sou seu homem!

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