Capítulo 83 – A minha é perfeita.
Noah Blake
Eu disse que ia mostrar que a amava… e eu mostrei.
Primeiro a provoquei com meus dedos…
— Noah… — meu nome saiu em um gemido, e a calei com um beijo.
Acho que nem mil formas diferentes de mostrar seriam suficientes para explicar o que essa mulher se tornou pra mim.
Ela estava ali, deitada sob mim, com os olhos brilhando daquele jeito que me desmonta inteiro. As bochechas coradas. A boca entreaberta, ainda úmida do beijo que trocamos segundos atrás. E aquele olhar… o olhar de quem encontrou abrigo.
Abaixei a alça de sua camisola, e em segundos ela estava nua, só pra mim… tirei minha calça, só para ela poder me sentir melhor. Levei os lábios até sua clavícula, depois o centro dos seios, e continuei descendo como se traçasse uma rota sagrada no corpo dela. Juliet arfava, os dedos se enroscavam nos lençóis. Quando cheguei à barriga, encostei o nariz e respirei fundo. O perfume dela estava por toda parte, e eu queria gravar aquele cheiro na minha memória.
Voltei a subir com a boca e o corpo junto, encaixando entre suas pernas com precisão. Ela me recebeu com um gemido doce, as coxas se abrindo em rendição total.
— Noah… — murmurou com a voz embargada de desejo, passando as mãos pelos meus ombros, depois cravando as unhas nas minhas costas quando a penetrei devagar.
Soltei um gemido grave com a sensação quente e apertada dela me envolvendo. Era o nosso encaixe. O nosso tempo. Comecei os movimentos com lentidão, sentindo cada centímetro de prazer e emoção que ela me oferecia. Não era apenas sexo, não tinha dominação,hoje não. Hoje era...
Era amor.
Era entrega.
— Te amo, Ju… — sussurrei no ouvido dela, enquanto acelerava sutilmente as estocadas, buscando os pontos certos que a faziam gemer mais alto.
O corpo dela reagia a cada investida com precisão absoluta. As pernas me prendiam, os quadris se erguiam para me encontrar no ritmo perfeito. Os olhos dela se fecharam, a boca se abriu e o nome que ela gritou foi o meu.
— Noah!
O clímax dela me puxou como um ímã. Eu a sentia tremer por dentro, se contrair em volta de mim e me enlouquecer. O prazer me invadiu por inteiro.
Soltei um gemido rouco, quase feroz, e enterrei o rosto na curva do pescoço dela no exato momento em que gozei fundo dentro dela, sem qualquer controle.
Foi intenso. Quente. E completo.
Meus músculos ainda pulsavam, a respiração estava descompassada, e o coração? Disparado. Mas não pelo orgasmo.
Fiquei ali dentro dela, ainda sem me mover, sentindo o pulsar de nossos corpos conectados e o peso do que aquilo significava.
"Eu nunca achei que teria isso."
Essa foi a frase que surgiu em minha mente.
Nunca pensei em filhos. Nunca pensei em família. Nunca pensei que alguém como eu seria digno desse tipo de amor.
Mas eu estava aqui. Com a mulher que eu amo. Com a única pessoa no mundo que me fez querer tudo isso.
"Quero ter mais um filho com você, Juliet."
Sim, mais um, porque a partir de hoje Laura e Heitor são meus. Mas eu só pensei, não disse.
Caí ao lado dela na cama, puxando-a imediatamente para o meu peito. A camisola estava no chão, nossos corpos ainda suados, os cabelos dela espalhados no meu braço.
— Preciso de um banho. — ela disse. Me coloquei sobre ela novamente. — Noah! — não a deixei falar mais nada e a beijei.
— Tem algo faltando nessa frase. — eu disse em um tom sério.
— Ah, é? O que falta? — me perguntou de forma provocativa.
— Eu… — respondi, a beijando de novo.
— Ok, então precisamos de um banho. — ela murmurou com a boca ainda na minha.
— Boa garota. — Falei, me levantando e a trazendo comigo, liguei o chuveiro e nós dois entramos, ela ficou de costas pra mim e não resisti, parei bem atrás dela dando um beijo em seu ombro.
— Pensei que íamos tomar banho. — ela falou enquanto minha mão descia por seu corpo.
— E vamos. — respondi a virando pra mim. — Mas depois. — eu disse com um sorriso, me ajoelhei, levantei uma de suas pernas a encaixando em meu ombro. Ela se apoiou na parede me dando acesso total a uma das coisas que mais amava nela.
E então… eu fiz um bom trabalho.
Assim que terminei, tomamos banho, nos trocamos. Mandei mensagem para Declan e Atlas, e Ju para o Lawson e Penélope. Saímos do quarto e minha mini Ju correu até mim.
— Papai, agora é hora de desenhar? — a peguei no colo.
— Se você quiser, é sim. — respondi.

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