Capítulo 75 – Porque Samantha Jones…
Atlas Wilson
— Atlas… — Sammy me chamou novamente, montei nela, prendendo minhas pernas em seu quadril a fazendo sentir minha ereção.
Ela era a coisa mais linda, e presa na minha cama… ela estava perfeita. Abaixei para tomar seus lábios nos meus em um beijo rápido, mas intenso.
— Você nunca vai se afastar de mim. Te disse antes, e repito hoje, Samantha Jones, você é minha!
Olhei bem para ela, algemada na minha cama, ofegante, deliciosa. E completamente minha.
O vestido que ela usava já estava acima da cintura, revelando aquele corpo que me fazia perder o juízo. Desci lentamente pela lateral dela, beijando cada pedacinho da pele exposta, até encontrar sua cintura. Me ajoelhei sobre o colchão, entre suas pernas, e a olhei de cima, aquele corpo entregue, com os braços presos na cabeceira, a respiração acelerada, os olhos famintos… Não havia nada mais bonito.
— Sammy… — murmurei, passando os dedos pela lateral de sua coxa. — Quero testar algumas coisas com você. Mas preciso que seja sincera comigo. Até onde você está disposta a ir?
Ela mordeu o lábio inferior e assentiu com a cabeça, os olhos cravados nos meus.
— Tô disposta a tudo com você, Atlas. Desde que seja com você… eu topo.
Me inclinei para perto de seu rosto, roçando meu nariz no dela, e sussurrei:
— Palavra de segurança?
Ela pensou por um segundo.
— “Café”.
Sorri.
— Tá bom, amor. Se algo passar do limite, você diz “café” e tudo para, entendeu?
Ela assentiu de novo. Eu a beijei, um beijo quente, firme, e então deslizei as mãos para a lateral de sua coxa, e sorri ao lembrar que ela tinha vindo sem calcinha. Garota atrevida, minha garota atrevida.
Dei um beijo na parte interna de sua coxa e ela arqueou as costas, e um gemido escapou.
— Você é tão linda… presa, rendida, toda minha… — eu disse, deslizando os dedos pela pele macia da coxa até alcançar o centro da sua entrega.
Ela estava encharcada.
Desci novamente e enfiei a língua entre suas pernas com fome. Suave no início, mas logo acelerando o ritmo, sugando seu clitóris com vontade. Ela se contorcia, presa, sem ter onde segurar, mordendo os lábios para não gritar.
— Grita, amor — mandei, entre uma lambida e outra. — Quero ouvir você gritar enquanto goza na minha boca.
— AAAAAH!
Ela explodiu em poucos segundos, o corpo inteiro tremendo. Continuei ali, prolongando o prazer dela, até sentir suas pernas amolecerem.
Me afastei, a observando recuperar o fôlego. E então, com calma, destravei as algemas da cabeceira e a soltei.
— Já acabou? — ela perguntou, com um sorrisinho provocante.
— Nem começamos ainda, querida.
A puxei pelos braços, fazendo-a sentar na beirada da cama. Passei os dedos pelo ferro escuro da estrutura que cercava a cama, era robusta, sólida, perfeita para o que eu tinha em mente. Peguei as correntes curtas presas ali, e as prendi aos punhos dela, deixando seus braços erguidos, os pulsos presos acima da cabeça.
— Assim… — murmurei, testando a firmeza. — Quero te ver exatamente assim, minha garota.
Ela puxou de leve as correntes, testando também, e soltou um suspiro trêmulo.
— Atlas… — murmurou, já tomada pelo desejo.
— Confia em mim? — perguntei, segurando o queixo dela entre os dedos.
— Sempre.
— É confortável?
— Sim… é diferente, mas… — ela sorriu. — É excitante.
— Que bom. Porque agora, eu vou abusar e usar de você, do jeitinho que você merece.
Ela olhou em volta, curiosa, ansiosa.
Me ajoelhei novamente, dessa vez entre suas pernas abertas na beira da cama. E fui cruel. Provoquei. Brinquei. Mordisquei. Passei a língua. Lambi cada centímetro da coxa. Sufoquei seus gemidos com minha boca, chupei seus seios, um de cada vez, com força e lentidão.
Sammy já tremia, suava, se contorcia presa nas correntes, completamente entregue a mim.
— Atlas, pelo amor de Deus… — ela gemeu, rouca. — Me deixa gozar de novo.
— Ainda não. Você aguenta mais um pouco.
Enfiei dois dedos dentro dela de uma vez e pressionei o ponto G com precisão. Ao mesmo tempo, chupei seu clitóris com força. O grito que ela soltou ecoou pelo quarto inteiro.
— Atlas… Atlas… Atlas! — ela gemia meu nome como uma prece.
E então deixei ela gozar. E gozar. E gozar de novo.
A soltei das correntes com cuidado e a levei de volta para a cama. O corpo dela tremia, os olhos marejados de prazer.
Deitei sobre ela, agora com a minha ereção insuportavelmente dolorida. Mas eu queria que ela soubesse: não era só sexo. Nunca foi.
— Agora… eu vou fazer amor com você.
Ela tocou meu rosto com as mãos frágeis, exausta e feliz. Me encaixei nela com calma, com reverência. E mergulhei fundo.
Nossos corpos se encontraram como se tivessem sido feitos um para o outro. O ritmo era lento, intenso. Nada de pressa. Nada de brutalidade. Era sobre tocar a alma. Sobre mostrar pra ela, através do meu corpo, o quanto ela era minha.
Beijei sua boca, seu pescoço, seus olhos. Deixei claro que ela era tudo que eu precisava. Que eu nunca deixaria ela ir embora.

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