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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 7

Juliet Pierce

Samy e eu seguimos para o clube. Ela não disse nada sobre José, e eu também não perguntei. Fomos de carro novamente, assim que chegamos ajeitei mais uma vez a máscara em meu rosto e notei que ela estava sem a dela.

— Vai entrar sem máscara?

Ela deu de ombros.

— Não vejo mais necessidade, além disso, estaremos aqui todo final de semana. Uma hora ia acontecer.

Assenti para suas palavras, mas eu ainda não estava preparada para isso. Chegamos na porta e, antes de batermos, ela se abriu.

— Boa noite, meninas. — Wolf nos cumprimentou. Hoje, ele parecia menos intimidante do que ontem.

— Boa noite, Wolf, como vai?

— Bem, Juliet, obrigado por perguntar.

Samy me encarou com os olhos arregalados, como se Wolf tivesse falado outra língua. Eu apenas sorri para ela, balançando a cabeça. Entramos e seguimos pelo corredor, como fizemos na noite anterior. Quando chegamos na porta, ela se abriu e Atlas estava à nossa espera.

— Boa noite, meninas. Senhorita Jones, vejo que decidiu abandonar a máscara?

Samy ficou sem graça.

— Espero não ser um problema.

— Claro que não, o importante é se sentirem à vontade.

Ela murmurou um “obrigado”.

— Preciso acompanhá-las até o vestiário?

— Não é necessário. — respondi.

— Perfeito, assim que estiverem prontas, dirijam-se ao bar com Caio.

Assentimos e começamos a ir em direção ao vestiário.

— Hoje está mais cheio que ontem.

— Parece que sim. — respondi.

Entramos no vestiário. Como já estávamos com as roupas, era somente guardar nossas bolsas, dar um último retoque na maquiagem e ajeitar o cabelo.

— Pronta? — Samy me perguntou.

— Se eu dissesse que não, vai mudar alguma coisa?

— Ju, nós podemos ir embora agora mesmo se quiser.

Respirei fundo. Não era justo com ela, nem mesmo com o senhor Atlas, que contava com a gente para o trabalho. Peguei em suas mãos.

— Está tudo bem, tenho certeza de que, em um piscar de olhos, a noite acaba.

Ela assentiu e saímos ainda de mãos dadas. Chegamos ao bar e Caio veio até nós.

— Boa noite, meninas, como estão esta noite?

— Estamos bem, obrigado. — eu respondi.

— Que bom, se quiserem, podem dar uma volta pelo salão, como fizeram ontem, e depois iniciamos a noite.

Samy rapidamente fez como ele disse, mas eu me mantive no lugar.

— Está tudo bem, Ju? — Caio me perguntou, preocupado.

— Está sim, só prefiro me manter no meu posto.

Ele somente assentiu e, em minutos, o movimento para nós começou. Samy e eu trabalhamos bem mais do que ontem, mas o bom era que os minutos estavam passando rápido e, logo, se tornaram horas.

Mas havia uma coisa que eu não conseguia evitar: era procurar por ele, o homem dos olhos verdes.

Estava perdida olhando pelo salão, quando ouvi uma voz grave, rouca e incrivelmente sedutora, bem ao meu ouvido, fazendo minha pele arrepiar.

— Procurando por alguém?

No instante em que me virei, ali estava ele. Seu cheiro amadeirado de cedro, com um toque cítrico de limão, tomou conta dos meus sentidos. E os olhos… de um verde raro.

— Boa noite, senhor, me desculpe. Só estou atenta ao salão, para caso alguém precise dos meus serviços. — Tentei manter a voz firme e não demonstrar o quanto a presença dele mexia comigo.

Ele apenas sorriu e prendeu os olhos nos meus.

— Ju. — Caio me chamou, me obrigando a quebrar nosso contato visual.

— Oi.

— Preciso que leve isso ao quarto 20.

Senti meu coração acelerar e um leve tremor nas minhas mãos.

20… a mesma suíte de ontem.

— Caio, leve você. — O homem disse.

— Blake, eu não consigo, cara. E o John está esperando.

— Está tudo bem, eu estou aqui para isso. — Dei um sorriso, tentando demonstrar tranquilidade, mas por dentro o medo estava me corroendo.

— Tem certeza? — O olhar dele era suave, sua preocupação era genuína.

— Sim, senhor. — Peguei a bandeja e segui para o corredor onde ficavam os quartos.

— Senhorita Pierce, o que faz aqui? — Atlas disse se aproximando.

— Estou indo entregar a bandeja no quarto 20.

— Ju, se lembra das regras, né? — Sorri pela forma como ele me chamou. Por um instante, ele perdeu aquela pose profissional.

— Sim, senhor Atlas.

— Perfeito, qualquer coisa, me chame imediatamente.

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