Capítulo 55 – O que significa?
Declan Reed
Não foi um beijo urgente, nem daqueles que gosto para mostrar quem manda. Ele foi diferente de tudo o que já provei nesses meus trinta e dois anos. Jenny se continha e eu também, ela era tão delicada, que a verdade é que eu tinha medo de fazer qualquer coisa que pudesse quebrá-la.
Quando nos separamos, encostei a testa na dela.
— Eu também, pequena, quero você na minha vida. — Coloquei a mão no seu rosto. — Mas não quero só como minha funcionária, nem amiga. — acariciei sua bochecha com o polegar. — Quero você como “minha”.
— E o que isso significa? — ela perguntou, envergonhada, e eu sorri.
— Significa que vou namorar você. — dei um selinho nela. — Vou te levar pra sair. — Mais um selinho. — Vou cuidar de você. — Outro. — Vou mimar você todos os dias. — dei mais um e dessa vez ela riu.
— Você tem certeza disso? — ela perguntou e notei a preocupação em sua voz. — Não quero que se sinta obrigado a nada só pelo que eu disse, ou por pena de mim pelo que… — ela virou o rosto para não me encarar. — Pelo que aconteceu. — Ela concluiu.
Coloquei a mão em seu rosto, fazendo-a me olhar.
— Pequena, eu sempre quis isso. Só não achei que eu te merecia, ou que você também quisesse. — Jen sorriu pra mim.
— Eu te quis desde o dia que nos conhecemos. — passei meu nariz por seu rosto, antes de beijá-la novamente.
— E esperou seis anos para me contar? — perguntei com a boca ainda na dela.
— Nunca pensei que você me olharia dessa forma, e depois que fui te conhecendo, vendo as mulheres com quem costuma sair e as coisas que… — ela fez uma pausa, e mordeu os lábios. E tive uma puta vontade de fazer o mesmo, morder esses lábios deliciosos. — Você sabe as coisas que estou dizendo. — um tom rosado tingiu seu rosto e não consegui segurar o riso.
— Sei sim, mas vamos conversar sobre isso depois. Não pretendo te fazer ajoelhar e me implorar por umas palmadas hoje. — Os olhos dela se arregalaram e eu gargalhei. — Tá tudo bem, pequena, tô só brincando.
— Declan, você sabe que sou…
— Eu sei, querida. — a interrompi. — De verdade, eu estou só brincando, vamos com calma, um passo de cada vez, combinado? — Ela assentiu com um aceno e um sorriso contido.
Jenny me pediu para pegar a toalha para poder sair da água. Ela ainda estava com vergonha, então dei a ela privacidade, e também eu precisava terminar de organizar as coisas para irmos embora.
Tinha programado levá-la até a Torre Eiffel antes de partirmos, mas isso teria que ficar para uma próxima viagem. Que eu pretendia fazer acontecer em breve, não quero que a lembrança que ela tenha de Paris, seja a daquele cretino a machucando.
A deixei sozinha por alguns minutos, peguei minha mala, avisei o Noah e voltei para o quarto da Jen. Entrei e ela estava parada em frente ao espelho com a mão no rosto, me aproximei por trás a envolvendo pela cintura e dei um beijo no topo de sua cabeça. Minha pequena se encaixava perfeitamente em mim.
— Não some nem com a maquiagem… — Ela disse com tristeza. E aquilo me quebrou por dentro.

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