Capítulo 56 – Com o meu amor
Jenny Cullen
Estar perto do Cyrus era extremamente desconfortável, mas é o meu trabalho e eu jamais faria qualquer coisa para prejudicar o Declan. Acho que meu maior medo é algo acontecer a ponto dele se afastar de mim.
No meio do nosso almoço, Declan prometeu me levar para conhecer a Torre Eiffel e eu estava empolgada para isso, mas então senti a mão de Cyrus nos meus ombros e um arrepio subiu pela minha espinha. Sei que o Reed percebeu, mas não queria causar problemas, pedi licença e fui até o banheiro.
E foi nesse momento que meu pesadelo começou, Cyrus entrou e me atacou. Eu lutei, chorei e fiz o que não queria, mas precisava… gritei por ajuda, e ela veio, ou melhor. Ele veio.
Declan tirou Cyrus de cima de mim, e acabou com ele. Depois, cuidou de mim como se eu fosse uma criança, me tratou com ternura, carinho e muita paciência. Mesmo envergonhada eu não queria que ele saísse dali, mas tinha medo do que aconteceria depois e para minha surpresa…
— Quero você como minha.
— E o que isso significa?
— Significa que vou namorar você!
E foi assim, que depois de uma das coisas mais desesperadoras e traumatizantes que me aconteceu, um desejo que tenho guardadinho bem dentro do meu coração aconteceu.
Hoje, eu sou do Declan Reed.
Eu ainda tô com medo, mas esse é diferente. É medo do Declan descobrir que não sou boa o suficiente para ele. Pois eu o conheço bem e sei das coisas que gosta, e eu nem mesmo sei fazer o sexo “normal”, imagina aquele que ele curte.
Mas ele disse que teríamos tempo, e Declan é a pessoa em quem mais confio nesse mundo e ele não mente. Não pra mim. Nunca.
Seguimos para o elevador e eu via que algo o estava incomodando, principalmente depois que ele esmurrou a parede, se antes era dúvida, ali, eu tive a certeza. A porta se abriu, e meu corpo reagiu, ou melhor, travou e quando ouvi a voz do cretino o mundo ao redor desabou.
— Senhores… — Cyrus disse com um sorriso no rosto, os hematomas deixados por Declan estavam ali, os cortes, o sangue seco, ele tinha a cara destruída mas a arrogância? Essa estava intacta.
Declan saiu de trás de mim e sem que nenhum de nós pudesse o conter, avançou em Cyrus.
— Seu maldito, como ousou dizer que ela estava mentindo? — ele dizia enquanto agredia o homem.
— Como é?! — Minha voz saiu num sussurro e Ju veio até mim.
— Está tudo bem, Jen. — ela dizia para me acalmar, mas meu corpo era uma verdadeira batedeira, assim como meu coração.
Vi os seguranças do hotel correrem até o Declan, e Noah tentava tirá-lo de cima do Cyrus.
— Reed, você vai matá-lo! — Noah dizia, mas nada o fazia parar.
Me soltei da Ju e corri até ele.
— Declan… — o chamei, mas foi inútil.
— Seu maldito, eu vou matar você, vou acabar com a sua raça. — Ele continuava batendo, os seguranças tentaram, mas ele era forte.
— Senhor… Nós vamos chamar a polícia. — o concierge disse em nossa língua.
Eu não podia prejudicá-lo dessa maneira, fui até ele novamente e no momento que coloquei a mão em seu ombro, ele me afastou bruscamente e acabei caindo.
— JEN!! — Ju gritou e correu para me ajudar, e foi aí que Declan notou que havia me machucado.
— Pequena… — ele se agachou em minha frente.
— Eu tô bem. — respondi com a voz embargada, Declan me puxou para ele.
— Desculpa, pequena, eu não vi que era você. — Ele beijou minha cabeça. — Me desculpa, por favor. — eu assenti com um aceno ainda abraçada a ele.
Cyrus gemia no chão.
— Senhor, teremos que chamar a polícia. — O concierge nos avisou.
— Não será necessário. — Uma voz ecoou pelo hall do hotel.
— Senhor Legrand. — O homem disse.
— Esse homem. — Pierre apontou para Cyrus. — Acabou de sair da delegacia, foi detido em flagrante em uma tentativa de agressão sexual a senhorita Cullen. — apontou pra mim, e senti meu rosto esquenta de vergonha.
— Oh, eu não sabia. — o homem respondeu confuso, mas Pierre continuou.
— E ele só está solto, pois disse que é Americano e não pode ser julgado por nós franceses. — Pierre dizia em um tom elevado, para que todos ao redor pudessem ouvir. — Se uma agressão sexual não pode ser julgada, agressão física também não. — Ele encarou Cyrus que agora estava sentado, sendo ajudado por um dos seguranças. — Não concorda comigo, senhor Cyrus?
— Isso não vai ficar assim, Reed. — Cyrus disse antes de cuspir o sangue no chão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar