Capítulo 47 – Vamos ser Samy e Atlas
Atlas Wilson
Eu não tenho contratos.
Eu tenho relacionamento entre Dominador e Submissa. Samantha não entende meu mundo, meus gostos, mas sem nem mesmo perceber ela é a Sub perfeita e eu vi isso nela desde o dia que nos conhecemos.
Não planejei nada disso, o beijo aconteceu, e eu quis mais do que pensei e gostei mais do que imaginava. Só que no instante que o médico disse a ela “querida”, não pude controlar, eu vi os olhos dele brilharem ao olhá-la, assim como notei eles descerem até sua coxa exposta por conta da saia curta.
E assim que ele saiu, ela me questionou e eu quis deixar bem claro.
— O problema é que ninguém pode te levar para jantar, a não ser eu.
— O que isso significa? — A voz dela era baixa, mas sei que ela já tinha entendido, mesmo assim, achei melhor não deixar dúvida nenhuma, dei a ela um sorriso antes de responder.
— Significa. — envolvi sua nuca. — Que a partir de hoje, a não ser que você me diga “Não”. — Rocei meus lábios nos dela, depois os levei até seu ouvido.
— Você é minha!! — Eu disse firme, com a autoridade que me cabia. Samy soltou um gemido involuntário, a puxei mais para perto e dei um beijo em seu pescoço.
— Sua? Como sua submissa? — Ela perguntou, envergonhada.
Coloquei uma mão em seu rosto e comecei a acariciá-la com o polegar.
— Também. — Dei um beijo rápido nela.
— Atlas, preciso que você seja claro. Eu não entendo essas coisas de submissas, a não ser o que vejo e ouço lá no clube. — ela suspirou antes de continuar. — E nem mesmo sei se quero viver esse tipo de relacionamento.
— Querida, quando eu disse “também” é porque eu também gostaria que fosse minha submissa. — Continuei a acariciando. — Quero que seja minha namorada. — Levei meus lábios até seus ouvidos novamente. — E quando estivermos dentro de um quarto que se renda a mim e seja minha submissa.
Samy apertou minha camisa.
— Vou ter que apanhar e usar aquelas coisas que as meninas usam?
Não resisti e gargalhei, era a coisa mais linda essa inocência dela, mas eu via em seus olhos o brilho da curiosidade.
— Falei besteira, né? — me perguntou, envergonhada. Ao invés de responder eu a beijei, minha língua reivindicou a dela, o que a fez gemer. Ela nos separou no susto.
— Atlas, o Heitor. — me repreendeu, mas mesmo assim não resisti e a dei um beijo rápido.
— Querida, ele nem ao menos tirou os olhos da tela do celular. — eu disse rindo. — Mas, respondendo suas duas perguntas, não, você não falou besteira. E o Spanking, ou qualquer outra coisa só vai rolar se quiser e gostar.
— Como vou saber se gosto? — Sorri para sua pergunta, eu sabia que Samy era curiosa.
— Experimentando, vamos descobrir juntos, tudo que você gosta. — O sorriso que Samantha me deu, mexeu com todos os músculos do meu corpo. Ela não precisou me falar com palavras, somente aquele sorriso me deu todas as respostas que eu precisava.
Ouvimos uma batida e a porta se abriu, era a enfermeira nos trazendo os papéis da alta. Seguimos com ela para fora, na recepção concluí com os pagamentos e depois fomos para o meu carro. Antes de ligá-lo avisei o Noah, já era uma e trinta da manhã, o que significa que em Paris devia ser cinco e trinta, não pensei que ele estivesse acordado mas a resposta veio em segundos.
“Ok e obrigado”.
A viagem foi silenciosa, paramos em frente ao prédio das meninas, eu desci primeiro e corri ajudar a Samy.

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