Capítulo 46 – A não ser que diga “Não”
Samantha Jones
Quando a escola ligou avisando do Heitor, meu coração apertou. Sei bem do amor que minha amiga tem por seus filhos, isso é uma das coisas que mais admiro nela e a relutância que teve em viajar sem eles. Então, como sua melhor amiga e “tia” das crianças, eu preciso dar o meu melhor para que as crianças não se sintam sozinhas e a Ju fique tranquila, tendo a certeza que estou dando o meu melhor.
Chris logo trouxe o carro e me levou até o hospital, mas não somos ricos, e o seguro da Ju não cobre certas coisas, então nós nem mesmo tínhamos sido atendidos quando meu telefone tocou e era o senhor Atlas.
Nos acertamos e, como o combinado, logo ele estava ali para nos levar ao outro hospital. Era uma referência em atendimento infantil, o quarto que o Heitor ficou era quase do tamanho do meu apartamento, ou seja, era enorme.
O médico nos atendeu, Atlas insistiu em exames, Chris teve sua leve crise de ciúmes por ver outra pessoa tratando Heitor melhor do que ele. Mas no final deu tudo certo, meu campeão estava bem, dormindo, Chris tinha ido embora, a Ju estava tranquila e então ficamos somente eu e ele… Atlas Wilson.
Mas José ligou e ele acabou saindo do quarto, e como sempre, José me culpa pela vida que tem, me pede dinheiro e j**a na minha cara que ninguém me queria, mas a mãe dele abriu mão de tudo para me criar.
E ouvir isso de quem você considera família e ama acima de tudo… dói demais.
Atlas voltou e nós dois conversamos por alguns minutos, ele sempre tinha as palavras certas e um sorriso sincero. Deus, que ele não perceba essa paixão idiota que estou tendo por ele. Não sou bonita como Ju, nem inteligente e interessante. E seria vergonhoso levar um fora dele.
Ele me trouxe algo para comer e seguimos juntos até a mesa, mas puxamos a cadeira ao mesmo tempo e não sei como, mas acabei desequilibrando.
— Cuidado! — ele me disse, me segurando e puxando até ele, nossos corpos ficaram tão colados que parecia que íamos nos fundir um ao outro. Senti uma mão dele firme na minha cintura, e a outra apoiada em minha bunda. Meu coração acelerou, e eu nem mesmo consegui controlar.
Droga!! E se ele perceber?
— Senhor Atlas… — Minha voz saiu carregada de algo que eu estava clamando a Deus que ele não percebesse o que era.
— Sabe o que percebi, Samantha? — Ele me perguntou e balancei a cabeça em um “não” freneticamente. — Como você se encaixa perfeitamente em mim.
Eu quis perguntar o que ele queria dizer, mas ele não me deu tempo para isso. A boca dele encontrou a minha, e ele me beijou.
E não foi um beijo comum. Foi como se ele soubesse exatamente como minha boca queria ser tocada. Lento. Firme. Dominante. Seus lábios se moviam contra os meus com uma calma descompassada, como se tivesse todo o tempo do mundo, e como se quisesse saborear cada segundo daquele momento.
E eu... eu gemi. Baixinho. Sem conseguir evitar.
Senti sua mão apertar minha cintura com mais força, enquanto a outra descia devagar da minha bunda pela lateral da minha coxa. E foi só aí que me dei conta, ele não estava apenas me beijando. Ele estava me marcando. Me tomando. E, de alguma forma, me desarmando inteira.
Sua mão em mim me causou arrepios e sensações em lugares que eu nem queria mencionar, e meus gemidos ficaram incontroláveis.
— Querida... — ele sussurrou, rouco, separando nossos lábios por um segundo. — Não se esqueça que estamos em um hospital, tô adorando seus gemidos, mas alguém pode te ouvir. — Ele concluiu antes de mordiscar o canto da minha boca.
Aquela voz dele… Jesus. Era como um comando suave, que meu corpo obedecia sem resistência. Meus joelhos ameaçaram ceder, e antes que eu escorregasse de vez, ele me ergueu pela cintura como se eu não pesasse nada e me sentou sobre a mesa.
Seu corpo ficou entre minhas pernas, a boca voltou para a minha, e quando a mão dele subiu por baixo da minha saia, tocando direto minha pele, senti meu corpo inteiro estremecer. Eu estava molhada. E ele sentiu.
Seu polegar roçou de leve onde eu mais precisava e, quando o movimento parou, eu quase chorei de frustração.
— Senhor Atlas... — sussurrei em súplica, com a boca ainda na dele. Minha respiração estava descompassada, meus dedos agarrados à gola da sua camisa.
— Senhor agora não, você já é tentadora demais sem falar “senhor”, Samantha. — Sua voz saiu grave, abafada contra a minha boca. — E não faz ideia do que está fazendo comigo nesse momento, e se continuar me chamando assim, vou ter que te mostrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar