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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 48

Capítulo 48 – Levada a sério.

Atlas Wilson

Samantha paralisou no meu colo e me encarou por longos segundos, eu não a forçaria a nada, mesmo querendo muito fazê-la minha nesse momento.

— Samy, não tem problema falar “não”. Isso jamais me deixaria com raiva, só que também não vai me fazer desistir. Se não for hoje, vai ser na hora que se sentir confortável.

— Você não estava brincando antes? — me perguntou e notei sua voz embargada.

— Sobre o que, meu bem? — rebati sua pergunta.

— Sobre sermos namorados, nós realmente vamos ser um casal?

— Samy, eu jamais brincaria com isso. Pra mim, você se tornou minha no instante que retribuiu meu beijo. — Segurei seu rosto entre minhas mãos. — Isso claro, se você quiser. Então, basta me dizer “sim” e oficializamos nosso relacionamento.

Um sorriso se alargou em seus lábios, e era uma das coisas mais lindas que eu já vi.

— SIM!!! — Samy gritou e me beijou, e ela pareceu derreter nos meus braços.

Deitei-a no sofá com cuidado, mas com firmeza. Me acomodei entre suas pernas, meu peso sobre ela, e pude sentir a excitação pulsando entre nossos corpos. Minhas mãos deslizaram por baixo da blusa dela, sentindo sua pele quente e ansiosa. Ela arqueou o corpo, me oferecendo mais, mais dela, mais do que nem ela sabia que queria entregar.

Beijei seu pescoço, desci para seus seios ainda cobertos, mordisquei levemente por cima da blusa, e quando levei a mão até sua saia, encontrei exatamente o que já esperava: ela estava completamente molhada.

— Você está tão pronta pra mim, querida... — sussurrei rouco contra sua orelha, mordiscando o lóbulo enquanto minha mão deslizava sobre a calcinha úmida. — Tão molhada, e ainda me diz que não sabe como fazer?

— Eu disse que não sabia as coisas que você sabe. — ela levantou o quadril para se esfregar em mim. — Nunca disse que não sabia sentir, ou dar prazer. — me respondeu com um sorriso.

— A sua atrevida… — passei meus dedos sobre ela novamente, ela arquejou, os olhos fechados, entregue. Minha boca voltou para a dela, faminta. Beijei com desejo, com fome, com tudo que havia segurado por um tempo que nesse momento me parecia tempo demais.

A temperatura entre nós aumentou tão rápido que tudo em volta desapareceu. Samy se agarrou a mim como se estivesse se afogando, e eu não deixei dúvidas de que a salvaria do jeito mais intenso, quente e completo que ela já havia sentido.

Nossos corpos se moveram em um compasso urgente, mas ainda com ternura. Porque mesmo no meio do desejo mais cru, eu queria que ela soubesse: aquilo era nosso. Só nosso.

E mesmo antes da penetração, mesmo sem nenhuma palavra vulgar, Samy gemeu alto, seu corpo se contorcendo sob o meu, e a sua boca soltando o meu nome como uma oração.

Eu mal conseguia conter o próprio desejo quando...

— Tia Samyyyyy!

Paralisamos. Samy arregalou os olhos, e eu me levantei num impulso, ajeitando sua saia enquanto ela tentava respirar e se recompor.

— Merda... — murmurei rindo sem conseguir conter, e estendi a mão para ajudá-la a levantar. — Vamos colocar esse menino pra dormir de verdade, porque da próxima vez... não vai ter interrupção.

Ela riu, vermelha, sem conseguir encarar meu olhar por muito tempo.

Mas eu vi. Vi tudo. E já era tarde demais. Ela já era minha.

Samy correu até o quarto e segundos depois voltou com Heitor no colo, sonolento, mas resmungando alguma coisa que nem ela conseguiu entender. Peguei a manta do sofá e ajeitei para que ela pudesse deitá-lo ali mesmo.

— Ele deve ter sentido minha falta… — ela sussurrou, agachada ao seu lado e passando os dedos com carinho pelos fios castanhos claros do menino.

Observei a cena por alguns segundos, em silêncio. Aquele amor era tão genuíno, eu entendia bem isso, amar além do sangue. Fiquei preso na imagem, a olhando com carinho, enquanto ela entregava o seu ao menino.

Assim que Heitor adormeceu de novo, ela se levantou, os olhos encontrando os meus. Mas não era mais só desejo. Havia ternura, e alguma outra coisa que não soube nomear.

— Me desculpa, eu… — ela começou, mas eu a calei com um beijo calmo, demorado.

— Não tem que se desculpar por ser essa tia incrível, Samy.

Ela sorriu tímida, e eu aproveitei para puxá-la pela cintura novamente.

— Agora… onde estávamos? — provoquei em seu ouvido, sentindo o arrepio percorrer seu corpo.

Ela me empurrou com leveza, mas sem força real. Sua respiração já estava acelerada outra vez.

— Acha mesmo que vai conseguir depois do susto? — ela desafiou com um sorrisinho no canto da boca.

— Querida, se acha que isso foi o suficiente para me desanimar… — brinquei, antes de mordiscar de leve sua mandíbula. — É porque subestima o quanto meu amigo e eu estamos animados em ter você.

— Atlas!! — me repreendeu e eu a beijei novamente. Me separei dela, peguei Heitor com cuidado para não acordá-lo, o levei de volta para a cama. Quando voltei, sentei no sofá e Samy se acomodou sobre mim novamente, dessa vez sem hesitar. Tirei sua blusa com calma, sem pressa. Como quem desembrulha um presente que esperou por tempo demais.

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