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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 43

Capítulo 43 – Existe a Chance?

Juliet Pierce

Eu ainda estava deitada, com as mãos em minha garganta, tentando entender o que tinha acontecido. Na verdade, eu sabia bem, como diz Anne: “um sobrevivente reconhece o outro”. Me forcei a sair da cama, precisava falar com ele, eu vi a dor em seus olhos, Noah não queria fazer o que fez, acho que ele nem mesmo viu o que estava fazendo.

Diferente de George, que tinha consciência de cada tapa, murro, empurrão e até mesmo… cada vez que me estrangulou. Joguei minhas pernas para fora da cama e respirei fundo. O que eu iria falar? Perguntar como ele está? Que pergunta idiota, Juliet, ele acabou de te enforcar inconscientemente, como acha que ele está?

Me virei para alcançar meu celular e, assim que o peguei, tinha uma mensagem do Chris.

“Se cuida”

Somente isso, sem provocações, sem mensagens longas, somente um “se cuida”. Será que o Chris sabia que isso poderia acontecer? Deixei todas essas perguntas de lado, porque não seria sentada aqui que eu conseguiria minhas respostas.

Assim que saí do quarto, vi a porta da sacada aberta, caminhei até lá e Noah estava sentado no chão, com um copo na mão e uma garrafa de uísque ao seu lado. Fui até ele sem dizer uma única palavra. Me sentei, no primeiro momento meu corpo enrijeceu. Eu conseguia ver a diferença entre ele e meu ex-marido, mas meu corpo ainda não.

— Sinto muito, não costumo fazer isso fora das cenas e muito menos sem o consentimento da minha parceira. — Seu tom era seco e, quando virou para me encarar, seu olhar era frio.

— Quer convencer a mim ou a você que o que aconteceu foi uma simples atitude de um dominador?

— Não quero te convencer a nada, minhas desculpas são sinceras.

— E eu acredito nelas. — eu rebati. — Mas aquilo, Noah, não foi uma cena, foi real!

— O que quer dizer com isso?

— Já deve imaginar o motivo da minha separação, porque não consigo viver essas cenas de sadismo e masoquismo com você.

— Desconfiei pelo que a Samantha disse no dia que acabou a energia no clube, e depois em algumas vezes nós dois juntos, como meu descontrole acabava te assustando.

— Eu amei George, abri mão da minha carreira por ele, da minha vida e me dediquei cem por cento em ser a mulher perfeita para ele. — Um nó se formou na minha garganta, “Ele”, tudo sempre se resumiu a ele.

— E no final ele não te deu o que você merecia. — ele disse, mas não foi uma pergunta, foi uma afirmação.

— Na verdade, foi ao contrário, na cabeça doente do George ele me dava exatamente o que eu merecia. Eu mereci cada tapa, cada chute, cada vez que fiquei trancada. — As lembranças começaram a vir em enxurradas, alguns meses já haviam se passado, mesmo que hoje eu veja as coisas de outra forma e tenha tomado a decisão de nunca mais passar por algo assim novamente, as marcas ainda estavam aqui.

Senti a mão de Noah na minha, e me assustei com o gesto, puxando-a de volta, o que o pegou de surpresa e a mágoa ficou estampada em seu rosto. Ele recuou.

— Me desculpe, eu só queria… — ele começou, mas não o deixei terminar. Peguei sua entrelaçando nossos dedos e falei:

— Eu quem peço desculpas, é que estou vencendo o George a cada dia, Noah, é por isso que essas atitudes ainda mexem comigo.

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