Capítulo 40 – Embalar no sono
Juliet Pierce
Eu tentei ser racional. Por mais apaixonada que eu esteja, o melhor seria nos afastarmos.
Mas ele não aceitou.
E minha Nossa Senhora das mulheres que se encharcam com um único toque… Noah conseguia me desmontar só com um beijo no pescoço.
E o mínimo foi o suficiente. Eu cedi? É claro que cedi, e como cedi.
Deus… eu sou um verdadeiro desastre perto desse homem.
— Agora, querida… não vou ser um bom namorado. Eu vou ser o homem que vai te fazer esquecer essa história de se separar.
— Noah… — essa era a única coisa que eu conseguia dizer. Eu estava de quatro, do jeito que ele mandou, completamente rendida a ele.
Sem aviso, ele me invadiu com um único movimento. Profundo. Quente. Possessivo.
Mordi o lençol para conter o gemido que ameaçava escapar. Mas era inútil!
Seus estalos ritmados, seu cheiro, seu domínio… tudo nele era intoxicante. Cada investida me fazia perder o controle, mas ele não permitia que eu me entregasse de vez. Noah parava e via o poder que exercia sobre mim naquela hora.
— Só vai gozar quando eu mandar — ele disse.
Minhas pernas tremiam. Minha pele queimava. Meu corpo suplicava. Mas ele mantinha o ritmo. Mantinha o controle. E aquilo… era enlouquecedor.
Eu queria resistir, mas ao mesmo tempo… eu adorava obedecer. Adora me sentir dele. Adorava esperar ele dizer: "Vai."
Porque meu corpo obedecia a essa ordem sem ressalvas.
O som do nosso sexo preenchia o quarto, abafado pelas respirações pesadas e pelo prazer que aumentava a cada segundo. Meu corpo quis ceder. Ele percebeu, e me puxou para cima, colando seu corpo no meu enquanto me estocava ainda mais fundo.
Sua boca mordia meu pescoço, meu ombro. Seu braço envolvia minha cintura com força.
Eu não era dona de mim. E naquele instante… Eu nem mesmo queria ser.
— Vai. — Ele ordenou com a voz firme, mas carregada de desejo.
E eu nem precisei mandar o sinal ao meu corpo. Ele obedeceu sozinho. Só com o comando do Noah, meu corpo explodiu, como se estivesse esperando só por isso.
E ele me acompanhou segundos depois. Senti cada pulsar dele dentro de mim.
Caí no colchão, arfando. Ainda sentia meu corpo pulsar. Ainda tentava entender o que tinha acabado de acontecer. Mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele já se afastava.
Me virei a tempo de vê-lo colocar a cueca. Depois a calça. Cada movimento dele era prático. Quase frio.

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