Capítulo 39 – Fazer esquecer.
Noah Blake
Tentei não surtar ao chegar para buscá-la e vê-la com o Chris. Depois, mantive minha postura quando ela recusou passar um tempo comigo antes de dormir para “descansar”. Sei que o fato de eu não ter mencionado para Ava que ela era minha namorada e não um contrato a irritou, mas isso não justifica ela me tratar dessa maneira.
Não sentar comigo para a decolagem? Distribuir sorrisos para o comissário?
Mas decidi, mesmo que indo contra a minha natureza, relevar tudo isso e tentar ser um “bom namorado”. Mas no final, mesmo eu dando o meu melhor, parece que isso não está sendo o suficiente.
— O ideal é nos conhecermos primeiro, expor nossos limites e vermos até onde estamos dispostos a ir um pelo outro — ela me disse, séria.
— E como faríamos isso? — perguntei, dando um passo em sua direção, e ela se afastou.
— Separados, Noah. Acho melhor voltarmos a ser somente patrão e funcionária.
— Como é que é? — perguntei, irritado.
— Você me entendeu. Olha pra gente, Noah. Nós mal nos conhecemos, nunca conversamos além do necessário. — Ela suspirou antes de continuar. — Que estamos atraídos fisicamente, isso é óbvio, mas um relacionamento vai além de prazer e sexo.
Ela voltou a se aproximar e segurou minha mão.
— Eu estou apaixonada por você, não vou mentir sobre isso. Mas eu disse a você que não sei fazer as coisas casuais, e no momento é assim que estou me sentindo. Você usa a palavra "namorada", mas me trata como algo casual.
Soltei a mão dela e passei a mão pelo cabelo. Por mais que eu odiasse tudo isso, no fundo ela tinha razão. Só que eu não sei ser diferente. Eu nunca tive nada disso, nem ao menos tenho exemplos.
Meus pais nem mesmo dormiam no mesmo quarto. Éramos uma família para os retratos e completos estranhos dentro de casa. E tinha as questões do meu pai que...
— Noah... — a voz dela me trouxe de volta.
— Ju, não quero me separar de você. — Fechei a distância entre nós e a envolvi pela cintura. — Eu não quero, não posso, não consigo — eu disse, passando meu nariz por seu pescoço.
— Noah, vai ser o melhor, você vai ver.
— Não… — comecei a subir minhas mãos pela lateral do seu corpo. — Não vai ser o melhor. — Desci meus lábios pelo decote dela, e minhas mãos foram libertando seus seios. — Vou te mostrar, querida, que o melhor nunca vai ser nós dois longe um do outro.
— Você não ouviu uma única palavra do que eu disse, né? — ela perguntou em um sussurro, prendendo os dedos no meu cabelo enquanto eu me deliciava em seus seios fartos.
— Ouvi cada uma delas — murmurei ainda com os lábios em sua pele. — E nós vamos conversar, nos conhecer. Mas primeiro... — parei o que estava fazendo, e ela me olhou confusa. Sem aviso, a peguei no colo.
— NOAH!! — ela gritou de surpresa, mas havia um sorriso em sua voz.
A coloquei sobre a cama e, sem desviar os olhos dos dela, tirei sua blusa, depois o sutiã, desabotoei sua calça. Tudo com uma lentidão muito bem calculada, a deixando ansiosa por mim.
— Desse jeito fica difícil… — ela murmurou enquanto eu beijava a parte interna da sua coxa.

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