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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 38

Capítulo 38 – Bom namorado

Juliet Pierce

Ele não respondeu à minha pergunta.

Ao menos, não com palavras.

Noah avançou em mim, me envolvendo pela cintura com um movimento ágil, possessivo, como se o corpo dele tivesse esperado a vida inteira para se colar ao meu. Sua boca encontrou a minha com uma fome que me roubou o ar.

O beijo foi tudo… menos gentil. Era urgência. Era raiva. Era desejo.

Sua língua invadiu minha boca com autoridade, exigindo rendição. E eu… rendi. Porque, como não ceder quando, mesmo chateada, ele conseguia me fazer acreditar que estar com ele ainda fosse a melhor coisa?

Suas mãos apertavam minha cintura, colando meu corpo ao dele como se nunca fosse permitir que eu fugisse. Ele mordiscava meus lábios, puxava minha língua com a dele, aprofundava o beijo até que eu não soubesse mais onde terminava e ele começava.

Meus joelhos enfraqueceram, e ele me ergueu como se eu não pesasse nada. Continuou me beijando enquanto me carregava até a cama. Me deitou com delicadeza, mas havia fogo em cada gesto.

E então se deitou sobre mim, seu peso, seu calor, sua presença… tudo em cima de mim, me cercando, me dominando.

— Noah... — sussurrei, com os lábios ainda trêmulos pelo beijo. — Não estamos sozinhos… — completei, mesmo que meu corpo implorasse por mais.

Mas ele me ignorou.

Seus lábios deixaram os meus e começaram a trilhar um novo caminho pelo meu queixo, descendo pelo pescoço com beijos molhados e mordidas suaves que me arrancavam suspiros descompassados.

— Noah... — gemi de novo, o nome dele escapando entre minha respiração ofegante, como uma oração.

Ele desceu os lábios pela curva dos meus seios, ainda cobertos pela blusa fina, mas isso não o impediu. Beijava, mordia com suavidade, sugava, e tudo por cima da roupa, como se estivesse deixando uma trilha de desejo e promessas pelo caminho.

Desceu mais. Apertou minha cintura com firmeza. Beijou minha barriga. Roçou o nariz no tecido da minha calça e subiu os olhos para me encarar.

Eu mal conseguia respirar.

— Noah… o que está fazendo?

Ele sorriu. Aquele sorriso torto que me matava e me curava ao mesmo tempo. Depois respondeu, ainda com a voz rouca, com os lábios encostados na minha pele:

— Sendo um bom namorado.

Suas palavras vieram junto com uma confusão que tomou conta de mim. Me apoiei nos cotovelos e o encarei novamente.

— O que foi que você disse?

Noah parou o que estava fazendo, e dessa vez a minha confusão era a dele.

— Que estou tentando ser um bom namorado.

Eu joguei a cabeça para trás, frustrada, caindo no colchão e levando minhas mãos até meu rosto. Senti ele voltar a pairar sobre meu corpo, tirando minhas mãos do rosto.

— Querida, qual o problema? — Noah me encarava com seus olhos verdes.

— É isso que acha que é ser um bom namorado? Me ver chateada por algo e me levar a um canto para transar?

Me esforcei para que meu tom saísse o mais suave possível. Eu não entrei nesse relacionamento no escuro. Noah sempre foi claro sobre o tipo de relacionamento que ele está acostumado.

Um que se resume simplesmente em prazer. E ponto.

— Não — ele respondeu sério. — Só pensei que essa fosse uma boa forma de mostrar o quanto você é importante pra mim.

Toquei seu rosto com meus dedos. Ele não tirava seus olhos verdes dos meus. Levei meus lábios até os dele. Meu beijo era lento, nossas línguas se encontravam em carícias, não em guerra. A mão dele voltou a explorar meu corpo, indo direto no meu ponto sensível, e mesmo por cima da calça ele sabia o que fazer para me deixar louca.

Me separei dele, o encarei por mais alguns segundos, dei um selinho antes de falar:

— Não precisamos transar para isso. Você me mostrou isso no dia que aceitou ser meu namorado.

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