Capítulo 35 – Proposta
Juliet Pierce
Minhas mãos e meu corpo inteiro tremiam, eu gostei do que havia acontecido. Eu estou completamente apaixonada pelo Noah, então por que tem essa coisa dentro de mim gritando, me incomodando?
Passei pelo corredor em um tufão e fui direto para o banheiro. Assim que entrei, me tranquei no box e sentei no vaso. Respirei fundo e olhei para minha saia desalinhada e me lembrei que estava sem calcinha porque meu namorado, para mostrar que "quem manda" é ele, a rasgou.
Levantei e ajeitei minha saia novamente, abri a porta e me assustei quando o vi.
— Santa mãe das desesperadas, Noah!! — eu disse assustada.
— Desculpe, não queria assustá-la. — Caminhei até o lavabo, tentando manter as coisas o mais normal possível. Comecei a lavar as mãos, depois a ajeitar o cabelo. Ele se aproximou por trás e, para minha surpresa, me envolveu pela cintura de forma carinhosa. Depositou o queixo em meu ombro e seus olhos verdes encontraram os meus através do espelho.
— Você precisa me dizer, querida, onde foi que errei. — Ele deu um beijo em meu pescoço. — Porque, para ser sincero, não faço ideia do que fiz.
Suspirei, ele não havia feito nada de errado, pelo contrário, nunca me senti tão viva em um momento como me senti hoje com ele. Depois que George e eu nos casamos, o sexo sempre foi mais sobre ele do que sobre mim, e no final eu ainda me sentia mal por achar que o problema em não sentir prazer com o homem que eu amava devia estar em mim.
Levei um dos meus braços para trás e minha mão à sua cabeça e o acariciei.
— Você não fez nada de errado, amor… — Senti o corpo de Noah enrijecer atrás de mim, e só depois que as palavras saíram da minha boca que percebi. Todos os Dons no clube nos chamam de “querida”, é uma forma “carinhosa” e também de respeito que eles usam. Mas “amor”, é algo íntimo, coisa de casal, e claro, o tipo de coisa que já sei que Noah não está acostumado.
— Você diz que não, mas saiu daquela maneira depois de transarmos.
— Foi muito para eu assimilar naquele momento, eu adorei nosso momento, mesmo que tenha sido algo novo, diferente para mim, eu gostei… — Fiz uma pausa, mas mantive meus olhos nos dele. — Só que quando acabou, me dei conta de onde estávamos e como havíamos chegado àquele momento, algo apertou dentro de mim.
— Vou tentar resistir a não transar com você no escritório todos os dias. — Olhei para ele confusa.
— Eu teria que estar todo dia aqui, amor, para que isso acontecesse. — eu disse rindo. Noah me virou para ele e, em um único movimento, me colocou em cima da pia.
— Noah!! — Envolvi meu braço em seu pescoço. — Tô começando a achar que seu fetiche não é só mandar, é me colocar em pias e mesas. Dei um selinho nele.
— Quem disse que meu “fetiche” é mandar? — me perguntou em um tom sério.
— Eu pensei que essa coisa de Dom fosse sobre isso. — Respondi envergonhada.
— Não, Ju, mandar faz parte de mim. — Ele deu uma mordida em meu pescoço. — Mas posso te contar, ou melhor, mostrar os meus fetiches. — Ele foi descendo os lábios do meu pescoço ao meu colo.
— Noah… — eu sussurrei em um gemido. — Você acabou de… — Ele não me deixou terminar. A boca dele tomou a minha, faminta, como se fizesse horas, ou melhor, dias que não nos víamos. A mão dele começou a subir pela minha coxa, até ele perceber.
— Porra, Ju, assim você me mata.
— Amor, você que destruiu minha calcinha nova. Lembra? — eu disse com a boca ainda colada na dele. Noah rosnou e voltou a me beijar, sua língua reivindicando a minha com urgência. Eu não conseguia controlar os gemidos, o que esse homem estava fazendo comigo. A boca dele voltou a explorar cada pedacinho da minha pele exposta.
— Noah… Preciso voltar, não vou dar conta de terminar o serviço até o final do expediente.
— Precisamos conversar sobre isso. — ele disse, libertando meus seios e os sugando.
— Aaaah. — Soltei um gemido antes de perguntar. — Sobre o quê?
— Sobre seu trabalho, Juliet Pierce, gostaria de contratá-la como minha assistente. — Ele disse, me encarando enquanto ajoelhava na minha frente.

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