Capítulo 34 – Onde errei?
Noah Blake
Devia ter me controlado, mas não consegui. Quando li a resposta dela daquela forma, algo se acendeu dentro de mim. Mesmo Juliet me lembrando que não somos um contrato, eu ainda quis deixar bem claro que ela era minha.
E ela precisa aprender o significado de “Ser Minha”.
— Blake?! — Olhei para Reed, e Cyrus, nosso cliente.
— Pode repetir? — Pedi em um tom firme.
— Sobre a viagem para a França, Cyrus disse que concorda com o investimento se nós garantirmos a virada.
— Perfeito. — Respondi.
— Estamos sendo muito bem assessorados. — Começou Reed. — Nossa funcionária tem MBA em gestão de negócios internacionais por Harvard, além de ter sido convidada para trabalhar na Harrow Capital. — Ele exaltou Juliet.
— Impressionante, um verdadeiro tesouro, então. — Cyrus disse com um sorriso. — E você disse funcionária? Então, temos uma grande mulher de negócios.
— Uma linda mulher de negócios. — Reed disse com naturalidade, e aquilo me incomodou.
— E onde encontraram essa preciosidade? — Perguntou Cyrus.
— Ela é minha namorada. — Respondi secamente.
— Ah, claro. Isso é realmente perfeito, então ela irá conosco para a França? — Cyrus perguntou.
— Sim. — Eu respondi sem hesitar.
Terminamos o almoço, Cyrus foi embora e ficamos somente Reed e eu.
— Que porra foi essa? — Perguntei, irritado.
— O quê? — me perguntou confuso
— Você falar da Juliet dessa maneira, ainda mais para o Cyrus que é um predador.
— Cara, só estava garantindo o negócio. A Ju tem um currículo incrível, e dei uma olhada nas planilhas que ela fez de manhã antes de vir para cá. E ela manda muito bem.
— E qual a necessidade de falar para ele que minha mulher era linda? — Por um momento, nem eu mesmo acreditei no que eu disse: “minha mulher”…
— Me desculpe, ainda não me acostumei com a ideia de você ter “uma mulher”. E foi só um elogio, que não vai se repetir.
— Espero. — Respondi em um tom autoritário.
Pagamos a conta, e voltamos para a empresa. Assim que chegamos no elevador, ele se abriu e Jenny saiu de lá.
— Ah, senhores… — Ela disse, nos abrindo caminho.
— Vocês duas não almoçaram? — Perguntei a ela.
— Almoçamos, senhor, é que a Ju não quis sair da empresa, comemos na sala dela.
Assenti às suas palavras.
— Jenny, volte lá para cima comigo. Preciso da sua ajuda com a viagem de quinta-feira.
— Claro, senhor Reed, vou só pegar minhas coisas e o encontro em sua sala.
— Perfeito. — Ele disse e nós dois subimos.
Assim que chegamos no nosso andar, ele foi para sua sala e eu caminhei até a minha, mas antes que entrasse, olhei para a porta dela e decidi ir até lá. As coisas não tinham ficado como eu gostaria antes de sair para o almoço.
Bati na porta, mas não tive resposta, então entrei, e ela não estava. Jenny acabou de descer, então Juliet deve estar no banheiro. Soltei minha gravata, e alguns botões da camisa, encostei na mesa e a aguardei.
Assim que ela entrou, prendeu seus olhos nos meus, fechou a porta com a chave e com um sorriso lindo e atrevido me disse:
— Posso ajudá-lo, senhor Blake?
Não respondi, em vez disso, dei dois passos. Ela deu um para trás. Outro meu. Outro dela. E quando as costas dela tocaram a porta, sorri.
— Pode sim, senhorita Pierce. — Minha voz saiu rouca e carregada de desejo.
— E com o que seria? — Ela perguntou, mantendo os olhos nos meus.
— Vou te mostrar, Ju.
A puxei pela cintura, colando nossos corpos. Beijei sua boca com intensidade, e senti sua língua responder com o mesmo fogo. Minhas mãos desceram para sua coxa, levantando sua saia até prender os dedos na sua calcinha. Ela arfou.
— Me diz, querida, o quanto você gosta dessa lingerie? — Perguntei com a boca ainda na dela.
— Muito, é nova.
— Ótimo! — Eu disse e em um único movimento, a rasguei.

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