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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 343

Capítulo 343 — Fantasmas do Passado

Juliet Blake

A manhã seguinte à nossa noite de núpcias parecia ter sido pintada à mão. Acordei com os raios de sol atravessando as cortinas de linho da nossa suíte, sentindo o peso protetor do braço do Noah envolvendo a minha cintura. O meu corpo ainda formigava com a memória intensa da Sala Vermelha, da entrega absoluta e da libertação que encontrei nos braços do meu marido. A paz que inundava o meu peito era absoluta. A escuridão, finalmente, tinha sido vencida.

Descemos para o almoço em família. As longas mesas de madeira rústica estavam dispostas no gramado perfeitamente cortado, a poucos metros da casa principal. O cheiro de churrasco se misturava com a brisa fresca do Vale do Hudson. Era um caos maravilhoso. A Tay estava provocando o Dom por causa de uma fatia de bolo, enquanto Declan e Jen tentavam, sem o menor sucesso, impedir que a Layla sujasse o vestido novo. A risada solta da Athena e da Sammy ecoava pelo campo, enquanto José e Atlas discutiam trivialidades com cervejas nas mãos.

Era o cenário perfeito. O meu final feliz. Perfeito até demais.

A Cece, que sempre foi como uma avó para os meus filhos desde os nossos dias solitários e sombrios no Brooklyn, estava um pouco mais afastada da confusão. Ela e as babás que tínhamos contratado estavam cuidando das crianças mais novas perto da linha de árvores que levava ao velho celeiro abandonado da propriedade. Luke e Logan, os meus gêmeos, davam os seus primeiros passos desajeitados na grama sob o olhar atento e carinhoso dela.

Eu estava sentada à mesa, rindo de uma história absurda que a Penny contava, com a cabeça encostada no ombro largo do Noah, quando um som rasgou o ar e estilhaçou o nosso paraíso.

Um grito agudo, rasgado e carregado de puro terror.

O copo de água que eu segurava escorregou das minhas mãos, estilhaçando no chão de pedra do pátio. O meu coração parou de bater no mesmo milésimo de segundo. Era a voz da Cece.

O instinto de proteção e letalidade de todos os homens daquela família foi ativado instantaneamente. Noah levantou de um salto, derrubando a cadeira pesada para trás, e começou a correr a toda velocidade em direção à linha de árvores. Dom, Declan, Chris, Juan e José o seguiram quase em uma formação tática automática, Juan, Chris, José e Dom foram sacando as armas que, mesmo em um almoço tranquilo de domingo, nunca os abandonavam.

Levantei em um pulo, o pânico gelando o meu sangue, e corri logo atrás deles, com a Tay e a Sammy no meu encalço.

Quando chegamos à beirada do bosque, a poucos metros das portas duplas de madeira apodrecida do velho celeiro, o meu mundo desabou. Toda a segurança que eu tinha construído ao longo do último ano virou pó diante dos meus olhos.

A Cece estava caída no chão, deitada de lado na grama, com as mãos cobrindo a cabeça e um filete de sangue escuro escorrendo pela testa, manchando os cabelos brancos. Uma das babás soluçava em pânico, ajoelhada a poucos metros, abraçando o pequeno Logan contra o peito com os olhos arregalados.

Mas foi a figura que estava de pé, a poucos metros de distância, que sugou todo o oxigênio dos meus pulmões e me fez paralisar de terror.

George.

O meu ex-marido. O monstro que tinha me assombrado durante anos, o homem de quem eu tinha fugido aterrorizada com dois filhos pequenos em uma noite de chuva, estava ali. Na minha casa. Ele usava roupas escuras e sujas, provavelmente tendo se escondido em uma das caminhonetes de fornecedores da festa de casamento. O rosto dele estava encovado, envelhecido, e os olhos carregavam uma loucura insana, doentia e letal.

Mas o que me fez gritar, um som que rasgou a minha alma de dentro para fora, foi o que ele segurava nos braços.

Ele estava segurando o Luke. O meu bebê.

George tinha um braço apertado com força demais ao redor do pescoço e do corpo frágil do meu filho, que chorava assustado, se debatendo em vão. A outra mão do George empunhava uma arma prateada, com o cano pressionado diretamente contra a cabeça pequena do Luke.

— Quieto! — George gritou, a voz rouca e maníaca, recuando um passo em direção às portas abertas do celeiro quando viu a parede de homens armados parar abruptamente na sua frente. — Se alguém der mais um passo, se alguém levantar uma arma, eu estouro os miolos desse bastardo agora mesmo!

Um rosnado primitivo, gutural e aterrador irrompeu do peito do Noah. O CEO frio, o homem racional e controlado, tinha desaparecido por completo. No lugar dele, havia um predador letal consumido pelo desespero enlouquecedor de ver o próprio filho com uma arma apontada para a cabeça.

— Larga o meu filho, George. — A voz do Noah era assustadoramente baixa, mas vibrava com uma promessa de morte tão absoluta que fez a temperatura do ar cair. Ele mantinha as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo. — Solta o menino agora, e eu juro por Deus que a sua morte vai ser rápida.

George soltou uma gargalhada doentia que me fez estremecer.

— Acha que eu tenho medo de você, seu merda?! — Ele cuspiu as palavras, o olhar fixo no Noah. — Eu já sou um homem morto! Se eu sair daqui vivo, um dos seus cachorros atiram em mim. Se eu não morrer com o tiro e for pra cadeia, esses traficantes amigos de vocês mandam me matar lá dentro num piscar de olhos! Eu não tenho rigorosamente nada a perder! A minha vida acabou!

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