Capítulo 342 — Meu Paraíso
Juliet Blake
Com a venda de seda preta cobrindo meus olhos, o mundo se resumia a sensações ampliadas. O ar da Sala Vermelha estava impregnado de um aroma sutil de couro e baunilha, misturado ao perfume amadeirado do meu marido, que me envolvia como uma névoa. Meu coração martelava no peito, ecoando no silêncio quebrado apenas pela respiração dele, controlada e profunda, contrastando com a minha, rápida e superficial. Eu estava nua, exceto pela lingerie fina, exposta e vulnerável, mas uma excitação profunda pulsava entre minhas pernas, umedecendo-me antes mesmo de ele me tocar.
— Boa garota — murmurou Noah, sua voz grave ecoando como uma carícia possessiva. Senti seus dedos traçarem uma linha lenta pela minha coluna, descendo até a curva das minhas nádegas, onde ele apertou levemente, testando minha reação. Meu corpo arqueou involuntariamente, buscando mais, mas ele recuou. — Lembre-se: nada sem minha permissão. Seu prazer é uma recompensa que eu dou.
Ele me guiou com firmeza, as mãos nos meus ombros, até o centro da sala. Senti o colchão redondo sob meus pés quando ele me posicionou de joelhos sobre os lençóis de seda. O tecido frio roçou minha pele sensível, enviando arrepios por todo o corpo. Noah se moveu ao redor de mim, seus passos deliberados, como se estivesse avaliando sua obra de arte. Ouvi o som de gavetas abrindo, o tilintar de metal, e meu estômago se contraiu em antecipação.
— Abra os braços — ordenou ele.
Obedeci, estendendo-os para os lados. Senti o couro acolchoado envolver meus pulsos, algemas suaves mas firmes se fechando com um clique. Ele as prendeu a correntes que pendiam do teto, eu sabia disso pelos espelhos que havia visto antes, erguendo meus braços acima da cabeça, deixando-me suspensa, exposta, com os seios arfando sob a renda branca. Meus pés mal tocavam o chão, forçando-me a ficar na ponta dos dedos, o que intensificava a sensação de desequilíbrio e dependência total dele.
— Isso é controle, Ju — sussurrou ele, agora atrás de mim, sua boca roçando minha orelha. — Entregar tudo. Deixar que eu decida quando você sente dor, quando sente prazer. E você vai amar cada segundo.
Seus dedos desceram para o meu sutiã, desabotoando-o com precisão cirúrgica. O ar fresco beijou meus mamilos endurecidos, e eu gemi baixinho, mas ele me silenciou com um tapa leve na coxa interna.
— Silêncio até eu permitir.
Então, veio o óleo. Ouvi o som do frasco sendo aberto, e o cheiro de lavanda e algo mais picante invadiu o ar. Noah derramou o líquido morno nas minhas costas, massageando com mãos fortes, espalhando-o pela minha pele. Seus toques eram firmes, possessivos, traçando caminhos que faziam meu corpo se contorcer. Ele desceu para minhas nádegas, apertando, separando-as levemente, e eu senti o óleo escorrer entre minhas pernas, misturando-se à minha umidade. Um dedo dele roçou meu clitóris por acidente ou não, e eu arqueei, um gemido escapando apesar da ordem.
— Impaciente, Senhora Blake? — Ele riu baixo, o som vibrando no meu peito. — Vamos corrigir isso.
O primeiro chicote veio suave, um flogger de couro macio que ele arrastou pela minha pele antes de golpear levemente minhas costas. A picada era mínima, mais uma carícia ardente do que dor, mas acumulava calor, fazendo minha pele formigar. Ele alternava: um golpe nas costas, outro nas coxas, sempre seguido por uma massagem com as mãos oleadas. Cada impacto enviava ondas de prazer misturado a uma pontada aguda, e eu me sentia flutuando, a mente esvaziando de tudo exceto ele. "Entregue-se", pensei, repetindo como um mantra. Era libertador, não ter que decidir, apenas sentir.
Noah aumentou a intensidade gradualmente, testando meus limites. O flogger deu lugar a um chicote de tiras mais finas, que picavam como agulhas de fogo nas minhas nádegas. Eu gritei baixinho no terceiro golpe, as lágrimas umedecendo a venda, mas não era dor insuportável, era uma borda afiada que se transformava em êxtase quando ele parava para beijar os pontos vermelhos, sua língua quente aliviando e inflamando ao mesmo tempo.

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