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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 340

Capítulo 340 — O Dono do Meu Destino

Noah Blake

Eu estava acostumado a ter o controle absoluto de tudo ao meu redor. Desde as fusões bilionárias nas salas de reunião em Manhattan até a dinâmica sombria e calculada do Paradise. A minha vida inteira foi construída sobre a premissa de que eu não sentia, eu não cedia e, principalmente, eu não desmoronava.

Mas, parado debaixo daquele carvalho centenário no Vale do Hudson, sentindo o vento do final da tarde bater contra o meu rosto, eu não tinha controle sobre absolutamente nada.

As minhas mãos suavam dentro dos bolsos da calça de alfaiataria do terno cinza-chumbo. O meu coração batia com tanta força contra as costelas que eu tinha certeza de que os caras ao meu lado podiam ouvir.

— Respira, Noah. Você está parecendo que vai desmaiar e cair duro nessa grama. — Declan sussurrou ao meu lado, a voz carregada de um humor genuíno.

— Deixa o cara, Sunshine. — Atlas interveio do outro lado, arrumando a própria gravata. — É o dia em que o grande CEO de gelo finalmente derrete de vez.

Eu não respondi. Não consegui. O nó na minha garganta era tão denso que qualquer tentativa de falar resultaria em um choro vergonhoso. Olhei para a imensidão verde da propriedade que eu havia comprado. Comprei esse lugar com um único objetivo: dar um reino seguro para a mulher que eu amava e para os meus filhos. Sim, meus filhos. Porque o sangue não importava quando a alma já havia feito a adoção.

A orquestra de cordas mudou a melodia. O burburinho dos convidados cessou, e todos se levantaram.

O meu coração parou.

Os primeiros a despontar no início do caminho de tapete rústico foram as crianças. O Norton, o meu grande menino, caminhava de mãos dadas com o Heitor. Os dois usavam suspensórios e pequenas gravatas-borboletas, carregando as nossas alianças em uma almofada de veludo. Logo atrás deles, vinha a minha princesa. Laurinha jogava as pétalas brancas no chão com uma concentração adorável, e, fiel aos ensinamentos maloqueiros da Taylor, a minha garotinha usava óculos escuros com a armação de florzinha, arrancando risos emocionados de todos os presentes.

O meu peito expandiu de tanto orgulho. Aquela era a minha família.

Mas quando a Laurinha abriu espaço e a verdadeira marcha nupcial começou, o mundo inteiro deixou de existir.

Juliet apareceu.

A respiração simplesmente fugiu dos meus pulmões. Ela estava ladeada pelo Chris e pelo Oliver, os dois homens que a protegeram quando eu ainda era cego demais para ver o que estava bem na minha frente. Mas eu não consegui focar neles. Os meus olhos estavam cravados nela.

O vestido flutuava a cada passo que ela dava, como se ela fosse um anjo pisando nas nuvens. Os cabelos presos deixavam o rosto delicado, iluminado pela luz dourada do pôr do sol, em evidência. Mas foi o sorriso dela que me quebrou. Aquele sorriso doce, radiante, que carregava a força de mil tempestades vencidas.

Eu não tentei segurar. As lágrimas transbordaram e escorreram quentes pelo meu rosto. Eu, Noah Blake, o homem temido e intocável, estava chorando como uma criança na frente de todos. E eu não me importava nem um pouco.

Quando eles chegaram ao fim do corredor, Chris e Oliver beijaram a testa dela e deram um passo para trás, me entregando um dos maiores tesouros das vidas deles.

Dei um passo à frente, as minhas mãos tremendo levemente quando segurei as dela. A pele dela era macia e quente, a âncora que sempre me mantinha na terra. Olhei no fundo daqueles olhos brilhantes e me perdi na imensidão da alma dela.

— Você é a luz da minha vida, Juliet. — Sussurrei, a voz rouca, rasgada pela emoção, antes de puxá-la para mim e beijar a testa dela com toda a devoção que eu guardava no peito.

Nós nos viramos para o celebrante. A cerimônia correu como um sonho. As palavras tradicionais sobre amor, respeito e honra foram ditas, mas o momento que selaria o nosso destino para sempre chegou quando nos viramos um para o outro para os votos.

Peguei o microfone. Minhas mãos apertaram as dela com firmeza.

— Ju... — Comecei, precisando puxar o ar antes de continuar. — Eu passei a maior parte da minha vida trancado em uma escuridão que eu mesmo criei. Eu era um homem vazio, um monstro escondido nas minhas próprias sombras, que acreditava veementemente que o amor era uma fraqueza que eu não merecia e não podia ter. Eu me punia pelos fantasmas do passado. E então... você apareceu.

As lágrimas escorriam pelo rosto da Ju, mas ela não tirou os olhos dos meus.

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