Capítulo 33 – Justificativa
Juliet Pierce
A forma como Noah agiu ainda fervia na minha cabeça. Paciência… será que era só isso que eu tinha que ter com ele? Depois do que aconteceu hoje, eu precisava entendê-lo, precisava descobrir quem ele realmente era.
Acabei ficando sem ânimo nenhum para sair, a Jenny, querida como sempre, nos pediu comida e almoçamos na minha sala mesmo.
— Então… você e o senhor Blake? — Ela me perguntou, fazendo um sinal com as mãos.
— Sim, estamos namorando.
— PUTA MERDA! — Jenny disse, incrédula.
— É tão difícil assim de acreditar? — Perguntei, mexendo na comida, mas sem vontade nenhuma de comê-la.
— Desculpa, Ju, não quis que parecesse uma ofensa.
— Não pareceu, meu bem. Fique tranquila. — respondi forçando um sorriso.
— É que o senhor Blake não namora, e eu já o conheço há anos. — Jenny me disse.
Levantei meus olhos para encará-la.
— Há quanto tempo? — Perguntei, curiosa.
— Desde que ele e Reed fundaram a empresa. Blake vendeu para o tio dele suas ações na empresa da família, e com o dinheiro, abriu a empresa e o clube.
— Então você sabe sobre o clube? — perguntei curiosa.
— Sim… — Ela me respondeu, envergonhada. — Fui lá algumas vezes, mas eu nunca fiz nada daquilo. — Jenny me respondeu com desespero, e eu ri.
— Está tudo bem, eu trabalho lá como garçonete, mas também não faço parte das cenas.
— Como assim? Mas você e o Blake… — ela disse sem acreditar.
— Sim, mas não sou sua "sub", sou sua namorada.
Ela me olhava como se eu tivesse falado a coisa mais absurda do mundo.
— Isso é novo. — Jenny disse com surpresa.
— Você disse que o conhece desde que ele fundou a empresa, e isso é quanto tempo exatamente?
— Seis anos, eles me deram meu primeiro emprego. — me disse com orgulho.
— Bastante tempo, então.
— Sim, eu tinha acabado de me formar em administração por Stanford. Mas não quis fazer MBA, meu pai tinha acabado de falecer, e minha madrasta se desfez de tudo para quitar dívidas.
— Sinto muito, meu bem. — Eu disse, segurando em suas mãos.
— Está tudo bem. — Jenny tentou paracer indiferente, mas eu vi sua tristeza. — Ela não quis mais contato comigo depois disso. Então eu saí da Califórnia e vim parar em Nova York. Vi um anúncio no jornal, e vim parar aqui, quando cheguei, o senhor Reed estava perdido. — Ela riu com a lembrança. — Eu nem mesmo disse que tinha vindo pela vaga, e do nada comecei a ajudá-lo com as caixas, e os telefonemas.
O sorriso dela se alargou.
— Ele nem mesmo perguntou meu nome, só me disse: “Você começa amanhã”. Me deu um papel para que eu colocasse meus dados, e no dia seguinte eu estava contratada.
— Que incrível. — Eu disse, admirada.
— É sim, Reed e Blake foram muito bons para mim. Ainda são. — Jenny disse e vi um brilho de gratidão em seus olhos.
— Então me diz, Jenny, qual a história do Noah?

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